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DEFESA CIVIL DIZ QUE SÓ TERÁ DADOS SOBRE MINA APÓS 10 DIAS DE ANÁLISE

Novo equipamento instalado no entorno da cavidade detecta com alta precisão movimentações do terreno

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Imagem ilustrativa da imagem DEFESA CIVIL DIZ QUE SÓ TERÁ DADOS SOBRE MINA APÓS 10 DIAS DE ANÁLISE
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Somente após 10 dias de uso do novo equipamento que detecta com alta precisão as movimentações do terreno, será possível ter dados consistentes sobre o que aconteceu com a mina 18, no Mutange, informou ontem a Defesa Civil municipal.

O DGPS (Differential Global Positioning System) foi instalado na segunda-feira (11), um dia após o rompimento da cavidade.

Às 13h15 de domingo (10), a mina se rompeu, o que foi percebido em um trecho da Lagoa Mundaú. Com isso, o instrumento que monitorava o local foi perdido.

“O equipamento que foi instalado nas proximidades da mina 18 após 24h de calibração e iniciou o envio de dados para a base de monitoramento da Defesa Civil de Maceió. Contudo, os dados ainda são inconsistentes”, informou o órgão.

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Sobre o assunto, o coordenador-geral da Defesa Civil, Abelardo Nobre, explicou que há necessidade de aproximadamente dez dias para verificar precisamente a situação. “Temos a responsabilidade de fazer análises cuidadosas para não emitir informações equivocadas”, salientou.

De acordo com a Prefeitura de Maceió, o acompanhamento das outras cavidades segue ativo. Os demais equipamentos apresentam, até o momento, normalidade. Apenas o DGPS que media a movimentação da mina 18 foi perdido.

SONAR

O órgão afirmou que vai analisar dados em tempo real, com uma rede de dispositivos que conseguem perceber mudanças do solo em milímetros. Já a profundidade da cratera que se abriu quando a mina se rompeu deve ser mensurada por um sonar, mas não há previsão de quando o equipamento será instalado na área colapsada.

“Precisamos de imagens de sonar e ainda não há segurança para fazer isso, nem por embarcação nem de forma remota. Somente com esse sonar vamos ter a ideia real interna daquele local e a profundidade da mina. É algo que exige tempo, é um fenômeno geológico que impõe risco”, afirmou Nobre.

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