Política
PAULO DIZ À AGU QUE QUER INCLUIR 3 MIL FAMÍLIAS NO PLANO DE REPARAÇÃO
Governador prioriza moradores dos Flexais, Bom Parto, Marquês de Abrantes, Vila Saem e Rua Santa Luzia
Em reunião com a equipe da Advocacia Geral da União (AGU) enviada pelo governo federal para tratar da tragédia socioambiental causada pela mineração da Braskem em Maceió, ontem, no Palácio República dos Palmares, o Governador Paulo Dantas afirmou que quer incluir no Plano de Reparação três mil famílias dos Flexais, Bom Parto, Marquês de Abrantes, Vila Saem e Rua Santa Luzia.
Para Paulo, as famílias a serem priorizadas foram deixadas para trás nas negociações feitas com a petroquímica. “Elas ficaram isoladas e prejudicadas”, declarou o governador.
O governo e os advogados também discutiram a questão do acordo firmado entre a mineradora e a Prefeitura de Maceió, na ordem de R$ 1,7 bilhão. Segundo a procuradora-geral do Estado, Samya Suruagy, também presente ao encontro, ele precisa ser revisto porque tem sérios vícios, como a quitação ambiental “ad eternum” e a doação de bens inalienáveis.
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A equipe da AGU informou que a missão em Alagoas já ouviu as defensorias públicas da União e do Estado e também a Prefeitura de Maceió. “Nosso primeiro passo tem sido buscar compreender o acordo, com maior grau de detalhes possível, e as posições do Estado, Defensoria, e das demais partes”, declarou Junior Divino Fideles, adjunto do Advogado-Geral da União.
Para ele, também é prioridade do órgão a criação de uma agenda de trabalho para ressarcimento dos danos patrimoniais da União, do Estado e dos demais municípios. “E, claro, encontrar o caminho para ajudar a viabilizar a justa indenização para as vítimas, mesmo sabendo que a AGU não tem legitimidade para advogar em nome dos “hipossuficientes” (expressão jurídica para as vítimas mais pobres)”, esclareceu.