Política
Vota��o deve atrasar referendo sobre armas
O referendo sobre a comercialização de armas de fogo no País será realizado em outubro mas não necessariamente no primeiro domingo do mês (dia 2). Essa foi a estratégia traçada durante encontro entre o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Velloso, e o relator do referendo na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado João Paulo Cunha. Os dois chegaram à conclusão de que como o projeto poderá demorar mais um pouco para ser votado em plenário, em função da obstrução da pauta, e a lei não determina data específica, apenas o mês de sua realização, o referendo poderá ser feito no final de outubro. ?Nós desejávamos que o decreto legislativo estivesse pronto até o final deste mês, mas como não foi possível, podemos jogar 15 dias para frente em outubro e realizar com segurança o referendo?, observou o ministro Carlos Velloso. O ministro calculou em R$ 250 milhões o custo total do referendo. ?Vamos fazer de tudo para que o dinheiro público seja gasto com propriedade, e tudo faremos para que os gastos não ultrapassem essa cifra?, informou Velloso. Ele considerou absurdas as informações de que o referendo custaria entre R$ 500 e R$ 600 milhões. Segundo o relator do referendo, deputado João Paulo Cunha, os debates em torno do projeto devem começar nesta semana e até a sua votação na Comissão serão gastos mais 15 dias, ?tempo suficiente para que a pauta esteja desobstruída e pronta para ser votado pelo plenário da Câmara?. O presidente do TSE reafirmou seu desejo de aproveitar o referendo para iniciar o recadastramento dos 121 milhões de eleitores. Segundo Velloso, até maio de 2006 deverão estar recadastrados 21 milhões de eleitores nos estados de Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins. Esses quatros estados se ofereceram para ajudar a Justiça Eleitoral a fazer o trabalho de recadastramento com o menor gasto. A presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Iriny Lopes (PT-ES), informou que irá apresentar aos presidentes da Câmara, Severino Cavalcanti, e do Senado, Renan Calheiros, moção pedindo a votação ?intempestiva? do referendo.