Política
Ministro defende Or�amento impositivo
ODILON RIOS Repórter O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Guilherme Palmeira, criticou a reforma tributária e pediu mais atenção aos municípios brasileiros no planejamento do Orçamento da União. ?O orçamento deve ser impositivo, não de ficção?, disse o ministro que abre hoje a Conferência Estadual Gestão Pública Responsável, promovida pelo Instituto Cidadão, no Tribunal de Contas do Estado. Segundo ele, as cidades deveriam ser ouvidas antes da aprovação do Orçamento pelo governo federal. ?Esse é o grande defeito: isso não acontece?, afirmou. ?O orçamento tem que ser uma peça a ser cumprida na sua integridade. Para isso, os candidatos a presidente da República devem montar um programa de ação governamental planejado ouvindo as bases, as reivindicações dos prefeitos e dos estados antes de montar o orçamento?, atestou Palmeira. O ministro criticou duramente a reforma tributária, em tramitação na Câmara dos Deputados, chamando-a de ?fajuta e mal-feita?. Para ele, quando a reforma for posta em prática, estará superada. ?A reforma tributária racionaliza a arrecadação dentro do quadro tributário que existe hoje, que é o mais alto do mundo?, informou, dizendo ainda que uma ?reforma profunda? e com ?efeitos positivos? irá demorar, pelo menos, 20 anos. O ministro também criticou a condução da política econômica do governo Lula, que segundo ele acaba atrapalhando o desenvolvimento dos municípios. Na opinião do ministro do TCU, o País deveria ter ?coragem? e ?não pagar? os juros da dívida externa brasileira, além de se controlar os bancos: ?Enquanto isso a China está crescendo, o Chile, com um crescimento fenomenal, com juros baixos e os impostos baixos e estimula todo mundo a investir. Nos bancos, tirar um ?chequinho? já se paga uma taxa ao banco?, destacou. Carta municipalista Hoje, durante a conferência, o presidente do TCU falará para prefeitos e representantes das Câmaras Municipais, que, ao final do evento, vão elaborar um documento denominado de ?Carta Municipalista de Alagoas?, no qual conterão suas principais reivindicações e posicionamentos com relação aos governos federal e estadual. A ?Carta? também será entregue aos integrantes da bancada federal representante de Alagoas.