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Diretora do Cefet recebe apoio moral

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REGINA CARVALHO Repórter ?A ética não se curva à cultura do medo?. A frase estava escrita numa faixa dentro do auditório do Centro Federal de Educação Tecnológica de Alagoas (Cefet/AL) e refletia o sentimento de parte dos alunos e professores da instituição. Ontem, funcionários e alunos do Cefet - acompanhados de políticos e sindicalistas - lotaram o auditório numa demostração de apoio à diretora pró-tempore Ivone Maria Moreyra, que declarou ter recebido ameaças de morte após denunciar irregularidades financeiras cometidas por administrações anteriores, provocando um rombo de R$ 1,2 milhão na instituição. ?Estamos aqui nos mobilizando contra a violência e em apoio à professora Ivone Maria que encontrou várias irregularidades no Cefet?, declarou o assistente em administração, Chassepot Vieira da Fonseca. A professora Ivone Moreyra disse que se sente triste quando escuta notícias negativas sobre o Cefet e que depois da ameaça resolveu ficar um mês calada. ?Entretanto, cheguei à conclusão de que ficando calada estaria sendo conivente. Tentei ser discreta, mas era preciso quebrar o silêncio?, disse. O deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT) lembrou de quando a denúncia no Cefet veio à tona. ?Agora a gente começa a revelar tudo que foi descoberto. A professora Ivone representa a moralidade. Essa ameaça feita a ela é uma ameça a todos nós?, declarou Paulão. Antonio Passos, que representou professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), abordou os problemas enfrentados pelo Cefet nos últimos meses. ?Espero que o Cefet tenha abolido de vez a intransigência?, ressaltou. O vereador Judson Cabral (PT) enfatizou que, em se tratando de instituição de ensino, a sociedade deve refletir sobre as denúncias feitas pela professora Ivone Moreyra. ?Esse é um ato cívico. É nossa obrigação estarmos aqui hoje?, considerou. Em meio a pronunciamentos de solidariedade, a fala do professor Luís Gomes, do Sindicato das Escolas Particulares de Alagoas, provocou um certo mal-estar entre os presentes. ?É um equívoco apoiar um grupo político ligado a Mário César Jucá?, disse o professor, referindo-se ao fato de o deputado Paulão ter declarado apoio ao então candidato a Prefeitura de Maceió, Alberto Sextafeira, nas últimas eleições. Sextafeira também administrou o Cefet e teria indicado Jucá para a direção da entidade. O discurso do professor foi reforçado pelo desabafo do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Alagoas (Sintsep/AL), Jogelson Veras. ?Essas alianças no poder, nos bastidores, fortalecem os corruptos?, disse. O secretário de Direitos Humanos, José Roberto, enfatizou a importância de que ?esse seja o último ato contra a violência?.

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