Política
Paulo Corintho: MP sugere arquivar a��o
ODILON RIOS Repórter Depois de perder cinco vezes no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), o vereador eleito Paulo Corintho da Paz (PV), que tenta assumir a cadeira na Câmara Municipal de Maceió, sofreu sua primeira derrota no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na semana passada, a Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) deu parecer a um recurso especial eleitoral movido pelo vereador e opinou pelo arquivamento dos autos. O processo foi protocolado no TSE no dia 31 de março. Embora a PGE tenha sugerido o arquivamento da ação, o futuro político de Paulo Corintho está nas mãos do ministro relator do processo, Cesar Asfor Rocha, que decidirá se o vereador assume ou não a vaga na Câmara. O ministro está com o processo desde o dia 5 deste mês. Compra de voto Filho de um dos ?membros historicos? do PDT e diretor presidente do Instituto do Desenvolvimento Rura (Ideral), Corintho Campelo da Paz, o vereador é acusado de compra de votos na eleição passada. O diretório municipal do Partido Social Democrata Cristão (PSDC), com base em matérias veiculadas na imprensa, em que cabos eleitorais diziam que o vereador prometera pagar R$ 30 por cada voto, moveram a ação, que foi acatada pelo juiz plantonista Celyrio Adamastor, que determinou a suspensão da diplomação de Corintho Campelo e o impediu de participar da solenidade de posse dos eleitos, realizada em 1º de janeiro. O cargo foi assumido pelo primeiro suplente de sua coligação, vereador Damásio Ferreira (PTdoB). Na época, uma multidão de eleitores foi para a frente do comitê de Corintho cobrar o dinheiro que teria sido prometido. A Polícia Federal, que também abriu investigação sobre o caso, acabou arquivando o processo alegando que as provas não eram suficientes. Há quatro meses, Paulo Corintho tenta no TRE/AL derubar a suspensão da diplomação. Seu objetivo é ser empossado e aguardar, já exercendo o mandato, o julgamento final da Ação de Impugnação Mandato Eletivo movida contra ele pela coligação PSDC-PTdoB-PV.