Política
L�deres aguardam habeas-corpus
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) aguarda o julgamento do pedido de habeas-corpus impetrado em favor dos líderes do Movimento detidos nos presídios Cirydião Durval e Santa Luzia há 14 dias. O pedido deve ser julgado pelo pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF), em Recife, Pernambuco. Um relator foi designado para o caso, e até o fim da semana, o parecer deverá ser enviado para votação. A primeira liminar de soltura para os militantes, solicitada pela assessoria jurídica do MST, foi negada pelo TRF na semana passada, o que causou surpresa ao advogado das lideranças do Movimento, Daniel Nunes Pereira. ?Nós esperávamos que a liminar fosse ser acatada. Vamos estudar os procedimentos legais a serem adotados daqui para frente?, contou. Nunes explicou que não pretende entrar com recurso da decisão, mesmo porque nada impede que uma outra liminar seja encaminhada ao TRF. Os dirigentes José Roberto da Silva, Hercílio Leandro, José Carlos da Silva, Maria do Ó dos Santos e Josivânia da Silva são acusados de delitos cometidos durante a ocupação dos sem-terra ao prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Alagoas (Incra/AL) e da Praça Sinimbu, em Maceió, durante 33 dias, entre fevereiro e março deste ano. O advogado das lideranças do MST, Daniel Nunes, contou que esteve com eles dentro do presídio. De acordo com Nunes, eles se consideram ?presos políticos?, não ficaram abalados com a decisão judicial e continuam acreditando na libertação. ?Eles [os dirigentes] acreditam que estão sendo injustiçados, mas a confiança não foi abalada. A crença deles nos ideais do movimento não deixa que a esperança diminua?, acrescentou Nunes. O advogado informou que o sexto dirigente do grupo que teve a prisão decretada, Edir Paulo, ainda não foi localizado. ?Eu não consegui entrar em contato com ele. Não sei se ele pretende se apresentar à Justiça?, disse. Cerca de 200 militantes do MST continuam acampados em frente ao complexo prisional, na BR-104, em vigília pela libertação das lideranças.