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Coronel que criticou CB n�o ser� punido

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PETRÔNIO VIANA Repórter O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Estado (CB), coronel Jadir Ferreira, descartou a possibilidade de punição ao comandante operacional do CB, coronel Jadson José dos Santos, pelas declarações publicadas pela Gazeta no último domingo. De acordo com o coronel Jadir, as declarações foram autorizadas pelo comando geral e não vão acarretar qualquer tipo de represália ao oficial. O coronel Jadson dos Santos reafirmou grande parte das denúncias feitas pelo capitão BM Carlos Buriti e pelo major Paulo Marques, depois que 151 viaturas foram entregues pelo governo do Estado às polícias Civil e Militar, deixando de fora o CB. O coronel Jadson, responsável pela execução das operações do CB, detalhou as condições materiais da corporação, as falhas na manutenção dos equipamentos, muitos com mais de dez anos de uso, e relatou as dificuldades que a corporação teria para lidar com um incêndio de grandes proporções em Maceió. Segundo o comandante-geral da corporação, o coronel Jadson ?manteve uma linha em suas declarações, não faltando com a ética nem com o respeito ao CB?. ?Ele [o coronel Jadson] não sofrerá punição de maneira nenhuma. Foi coerente em suas afirmações?, disse o coronel. Ao que parece, a diferença entre as declarações dos três oficiais do CB é mesmo a patente. Enquanto o capitão Buriti foi condenado em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) - que já foi julgado improcedente pela Justiça Militar - a ficar oito dias detido no quartel do CB, o major Paulo Marques vai responder a uma sindicância, que deverá ser concluída em trinta dias. O coronel Jadir Ferreira não quis se pronunciar sobre o processo de sindicância aberto contra o major Marques. Para ele, o assunto está encerrado. ?Eu não falo mais sobre esse caso. Vou colocar uma pedra sobre esse assunto?, declarou o comandante. O próprio coronel Jadir criticou a estrutura do CB em um programa de televisão na semana passada. ### Oficial que falou mal do governo é solto pela Justiça O capitão do Corpo de Bombeiros do Estado (CB), Carlos Buriti, foi libertado na tarde de ontem, depois de cinco dias de detenção no quatel da CB, no bairro do Trapiche da Barra. A liminar impetrada pelo advogado do capitão, Anaximenes Marques, foi acatada pela Justiça Militar na sexta-feira passada e, ontem, o mandado de segurança em favor do capitão BM foi expedido. O juiz James Magalhães considerou que a prisão do militar foi ?imoral? e ?inconstitucional?, não dando oportunidade para ampla defesa. O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra o capitão BM não permitia a produção de provas, com apresentação de testemunhas e procedimentos periciais. Segundo Anaximenes Marques, várias jurisprudências já haviam sido abertas pela Justiça em outros processos semelhantes. Sobre a ordem de libertação do oficial, o comandante-geral do CB, coronel Jadir Ferreira foi enfático. ?Decisão judicial não se discute. A ordem foi cumprida e ele já foi libertado?, afirmou. Segundo o coronel, o governador Ronaldo Lessa (PDT) foi informado da ordem judicial para libertar o capitão, mas não fez declarações sobre o assunto. A Assessoria de Comunicação do Palácio Floriano Peixoto confirmou que Lessa não se pronunciou sobre a questão. Os oficiais que assinaram a ordem de detenção do capitão Carlos Buriti, o sub-comandante do CB, coronel Paulo César e o corregedor da corporação, coronel Carlos Alberto, vão ser interpelados judicialmente para explicar os motivos que os levaram a realizar a prisão de forma irregular. Para o coronel Jadir Ferreira, a interpelação não vai trazer problemas para os oficiais. ?A corporação vai apenas informar a Procuradoria sobre como foi feito o precesso contra o capitão. Não é uma questão de se explicar, mas de prestar esclarecimentos?, minimizou o coronel. |PV

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