Política
TJ d� liberdade a ex-prefeito acusado de matar advers�rio
CARLA SERQUEIRA Repórter O pedido de habeas-corpus para libertar o ex-prefeito do município de Senador Rui Palmeira, Mário César Vieira (PMDB), preso desde o dia 7 de janeiro, foi aceito ontem, em Maceió, por maioria de votos dos desembargadores que compõem o pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas. Apenas o desembargador Washington Luiz, que atuou como relator do processo e decretou a prisão preventiva do acusado, manifestou-se contra. Mário César Vieira é acusado de ter sido o autor intelectual da morte de Wilson Oliveira da Silva, de 24 anos, filho do atual prefeito da cidade, Siloé de Oliveira Moura (PSB), e morto no dia 22 de dezembro do ano passado, no Centro da cidade. Wilson foi coordenador da campanha política do pai que venceu seu adversário, Ronivo Vaz, apoiado por Mário César Vieira, com uma diferença de 1.253 votos. O colégio eleitoral de Senador Rui Palmeira não chega a 4.500 pessoas. Siloé Moura tentou se eleger durante mais de vinte anos e quando finalmente conseguiu ser eleito teve o filho assassinado. Na ocasião, ele declarou que se soubesse que teria de pagar ?um preço tão alto? pela sua vitória, abriria mão de seu sonho político. O autor material do crime, José Romildo Ferreira dos Santos, foi preso no dia seguinte, em Inhapi, num acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Dias depois do assassinato, uma carta anônima apontava Ronivo Vaz como outro envolvido no crime. Segundo o documento, ele teria conseguido o revólver calibre 38, usado para matar Wilson. A Gazeta tentou contato telefônico com o prefeito Siloé de Oliveira Moura, mas não conseguiu localizá-lo. Segundo a filha dele, Jeane Oliveira Silva, seu pai teria ido para a cidade de Olho d?Água das Flores pela manhã e depois seguiu para Maceió, onde iria realizar a compra de um veículo para a Secretaria Municipal de Educação. ?Ele [Mário César Vieira] nunca aceitou a derrota nas urnas. Há anos ele se acha dono do povo. Na verdade, ele sempre foi um coronel, um perseguidor?, alegou Jeane Oliveira. ?Não duvido nada que amanhã [hoje] ele já esteja aqui, zombando da gente?