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Casal Garotinho: ineleg�vel por 3 anos

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AGÊNCIA O GLOBO Rio de Janeiro A juíza da 76ª Zona Eleitoral de Campos tornou inelegíveis por um prazo de três anos, a contar de 2004, a governadora Rosinha Matheus, o presidente do PMDB, o ex-governador Anthony Garotinho, e o ex-prefeito de Campos Arnaldo Vianna (PDT), Geraldo Pudim e Claudeci Francisco da Silva, que disputaram pelo PMDB o segundo turno das eleições em Campos. Na mesma ação, a juíza Denise Apolinária cassou o prefeito da cidade, Carlos Alberto Campista (PDT), e seu vice, Toninho Viana. Além da cassação e das inelegibilidades, a juíza multou todos os réus. Elas variam de 100 mil Ufirs, como a aplicada à governadora Rosinha, a 50 mil Ufirs, como as que terão de pagar Garotinho e Pudim. Os réus do PDT também vão pagar multas de 100 mil Ufirs. O prefeito Carlos Alberto Campista e seu vice terão de deixar a prefeitura, embora seus advogados já estejam entrando com recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Todos podem recorrer num prazo de três dias. Neste período, quem assume a prefeitura de Campos é o presidente da Câmara, Alexandre Mocaiber (PDT), que está no Rio acompanhando a mulher num tratamento hospitalar e só deve retornar à cidade no domingo. O TRE informou que terá agilidade para julgar os recursos num prazo de 15 dias. Tumulto Alguns cabos eleitorais de Carlos Campista e de Rosinha lotaram o fórum para acompanhar a leitura da sentença. Houve tumulto na rua e a Polícia Militar reforçou o policiamento. Campista não deu entrevistas, mas o secretário de Comunicação de Campos, Roberto Barbosa, afirmou que o prefeito vai respeitar a decisão da Justiça. ?Ele vai recorrer tão logo seja citado oficialmente, porque nós não temos ainda esta sentença, o oficial de Justiça ainda não notificou o prefeito, portanto nós ainda não temos conhecimento oficial, mas só pelo que se está divulgando pela imprensa?, afirmou. ?No que diz respeito, especificamente, à questão da perda dos direitos políticos, tanto os nossos quanto os dos candidatos do PDT, nenhum de nós está com seus direitos políticos suspensos, até o trânsito em julgado dessa decisão?, ressaltou Geraldo Pudim. O pedido de cassação foi feito a uma semana do segundo turno pelo Ministério Público, que alegou que ambas as coligações (a do PMDB e a do PDT) estavam transformando programas sociais em moeda eleitoral. Na mais tumultuada eleição da história de Campos, houve até intervenção de tropas federais: o TSE enviou à cidade 500 homens do exército. ### Políticos vão recorrer da sentença Rosinha Matheus e Anthony Garotinho apoiaram Geraldo Pudim, enquanto Arnaldo Vianna fez campanha para eleger Carlos Alberto Campista. Eles foram acusados de usar programas sociais, como o Cheque-Cidadão e o Kit Escolar, do Estado, e o Vale-Alimentação, do município, para favorecer candidatos opostos à prefeitura. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) chegou a suspender os programas sociais tanto do governo do Estado como da prefeitura às vésperas da votação. Tropas das Forças Armadas garantiram a segurança no segundo turno. O TRE pode marcar novas eleições em Campos assim que os recursos forem julgados em última instância. Críticas A governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, e o presidente regional do PMDB, Anthony Garotinho, criticaram em nota a decisão da juíza Denise Appolinária, que ontem determinou que os dois estão inelegíveis por três anos, em processo que apura denúncia de abuso de poder político e econômico e compra de votos. Os dois pretendem recorrer. ?A parcialidade da juíza ficou clara durante todo o processo eleitoral em Campos, quando ela procurou sempre prejudicar o candidato do PMDB, Geraldo Pudim. A decisão tomada agora é despropositada, que com certeza será revogada pelo Tribunal Regional Eleitoral?, declarou, em nota, a governadora Rosinha. Em outra nota, Garotinho declarou que já esperava por esta decisão em decorrência do comportamento da juíza. O ex-governador, entrará com recurso no Tribunal Regional Eleitoral, declarou ainda que juíza ?não foi isenta?. ?A sentença da juíza foi parcial, contaminada pelas paixões locais, o que não acontecerá no Tribunal Regional Eleitoral, que certamente fará um julgamento isento. Tenho total confiança que a justiça será feita?, disse Garotinho.

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