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Lessa engrossa fileiras do PDT em AL

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ODILON RIOS Repórter O PDT - atual partido do governador Ronaldo Lessa - deu a largada ontem rumo às eleições gerais de 2006 ao filiar novos membros em massa, com a presença do presidente nacional da legenda, Carlos Lupi. O ?encontrão? ocorreu ontem, no prédio da Associação Comercial de Maceió, situado no bairro histórico de Jaraguá e atraiu aliados do governo estadual, em especial o presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas, deputado Celso Luiz (PSB). Celso Luiz anunciou no mês passado a pretensão de trocar o PSB por um partido pequeno para ganhar mais espaço político e fazer valer seu desejo de disputar a sucessão estadual, mas até agora não bateu o martelo. As novas filiações tornaram o PDT a maior bancada da Assembléia Legislativa: sete deputados. Em segundo lugar, está o PSB - ex-partido do governador - com cinco. Filiaram-se ao PDT os deputados estaduais Alves Correia (ex-PSB), Isnaldo Bulhões (que estava sem partido), Adalberto Cavalcante (ex-Prona), Zé Pedro da Arável (ex-PPS) e o suplente J. Cavalcante (ex-PSB). Os outros dois deputados pedetistas são Judá Nicácio e Luiz Pedro que por sinal não foi visto na solenidade. O PSB tem a liderança do governo na ALE (Sérgio Toledo), a presidência da Casa (Celso Luiz) e os deputados Maria José Viana, Marcos Ferreira e Dudu Albuquerque. Além dos deputados estaduais o PDT também filiou 18 prefeitos. O partido, que até a semana passada tinha cinco prefeituras (Delmiro Gouveia, Paripueira, São Luiz do Quitunde, Penedo e Minador do Negrão), conta agora com 23. O partido também ganhou mais espaços no governo Lessa. Além da Secretaria de Educação, a gestão de Articulação Colegiada e a Articulação Colegiada, o PDT abocanhou as secretarias de Administração, Gabinete Civil e Infra-Estrutura, além de cargos nos segundo e terceiros escalões. BEM, POR ENQUANTO Em discurso, diante do presidente nacional do PDT, o governador Ronaldo Lessa voltou a afastar rumores de sua possível saída da sigla, já que não estava conseguindo aproximar o partido da base aliada do governo federal. ?Entramos no PDT para ficar?, resumiu. ?Isso aumenta a coesão. Estamos sonhando em ter a sede da gente, vamos fazer o seminário do Nordeste aqui. Estamos cheios de sonhos e estou bem no PDT?, disse Lessa. O governador alagoano se filiou ao PDT em fevereiro - após 20 anos de militância política no PSB - levando a tiracolo o secretário de Educação, Maurício Quintella, e o deputado federal Jurandir Bóia. Desde então ele articula a entrada de novas lideranças políticas no partido. Na próxima terça-feira, como vice-presidente da Regional Nordeste do partido, o governador viaja a Paraíba para tentar atrair o governador do Estado, Cássio Rodrigues da Cunha Lima (PSDB) para o PDT. Há um movimento do PTB paraibano em atrair o governador para a sigla. ?Ele não garantiu que iria ao PTB, mas também não garantiu entrar no PDT. Ele vai apenas nos receber?. Lessa disse que não negaria ser candidato a presidente da República pelo PDT, mas garantiu que seu projeto político ainda é o Senado. ?Se um dia o PDT precisar de mim pra ser candidato, eu serei?, disse, reafirmando que ?não tinha pretensão? pela presidência da República. ### Lupi descarta aproximação com Lula, como quer Lessa O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse ontem que não existia qualquer sinalização de aproximação de seu partido com o governo federal, mas apoiou a relação de aproximação do governador Ronaldo Lessa (PDT) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ?Todos os governadores devem ter uma boa relação com o governo federal, senão não sobrevivem. O governador Ronaldo Lessa tem total independência para construir o que é melhor para Alagoas. Ele precisa ter uma boa relação com o governo federal para ajudar o Estado a recuperar o seu prestígio?, destacou. Ele disse que o PDT ?não era oposição ao governo Lula?, e sim que mantém uma relação de independência. ?Temos uma crítica contundente à política econômica, que é recessiva, favorece o capital e é dependente do Fundo Monetário Internacional?, completou. O PDT fazia parte da base aliada do governo, mas rompeu nos primeiros meses, por discordâncias na política econômica. ?A questão econômica e social é grave e faz com que estejamos do lado oposto ao que está o governo Lula. Quando a gente vê os bancos ganharem muito dinheiro e o trabalhador não ganhar nada, alguma coisa está errada. Não é esse o presidente que nós elegemos, não para banqueiro. É aí que está o nosso centro de crítica?, avaliou. Em discurso, na Associação Comercial, Lupi fez duras críticas ao governo. Na primeira, falou em ?pátria humilhada por péssimos brasileiros?, citando as desigualdades sociais; na segunda referência, comentou que Alagoas estava ?abandonada?, ?vilipendiada? e ?humilhada?; e, na terceira, falou de ?brasileiros que atravessaram estados e chegaram ao poder do país e humilharam os alagoanos?. Antes de retornar a São Paulo, Lupi almoçou com lideranças do PDT no Hotel Ritz Lagoa da Anta, em Cruz das Almas, e gravou uma declaração que será veiculada nos próximos dias na televisão, chamando filiados para o partido e, ao mesmo tempo, exaltando o presidente estadual da sigla, Geraldo Sampaio, que se recupera de uma infecção crônica no fígado. Ele está afastado das atividades políticas há mais de um mês. ?Graças à competência do nosso presidente, conseguimos trazer o governador Ronaldo Lessa, uma das principais lideranças do Estado e do País?, disse Lupi. OL ### Celso Luiz vai à festa, mas não assina ficha de filiação O presidente da Assembléia Legislativa do Estado, deputado Celso Luiz, que está saindo do PSB, também apareceu ontem na festa de filiação do PDT, dizendo a jornalistas que ?estava fazendo uma visita e se solidarizando? com o governador Ronaldo Lessa (PDT). Em nome da ?solidariedade? Celso teve uma reunião reservada, de quase uma hora, com o governador e com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. O presidente da ALE saiu da reunião, sentou ao lado do presidente nacional do PDT, durante a cerimônia, mas não assinou a ficha de filiação na legenda. Antes da conversa, ele disse à Gazeta que estava pensando nas opções e discutindo com as lideranças para poder definir seu novo partido. ?Vou tomar uma decisão em conjunto com o governador e o [senador] Renan [Calheiros, presidente do Senado]. A gente pensa em estruturar um partido que dê mais flexibilidade para discutir a sucessão estadual?, disse, na entrada da Associação Comercial. Segundo Celso Luiz, ?cinco a dez deputados? vão segui-lo para o partido que ele escolher, além de uma dezena de vereadores e prefeitos. ?Não queremos fazer um partido que venha a prejudicar nenhum deputado que tá na sua coligação nem o prefeito na questão política?, disse. Sobre ser vice de Renan Calheiros, na disputa ao governo estadual em 2006, Celso brincou: ?Isso só a convenção dirá?. Desilusão O presidente da ALE declarou há algumas semanas que estava saindo do PSB, viajou a São Paulo para conversar com as lideranças nacionais do PMN, acompanhado do presidente estadual da sigla, pastor Ildo Rafael, mas voltou a Alagoas sem decidir seu futuro político. Ao anunciar sua idéia de sair do PSB, o presidente do Poder Legislativo disse que só não migraria para PDT. Celso Luiz se desencantou com o PSB após ser colocado de escanteio por lideranças políticas do partido de olho na disputa pelo Palácio dos Martírios. A exemplo de Celso Luiz, outros deputados também ?apareceram? na festa do PDT, como o ainda líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Sérgio Toledo, mas disse que não estava entrando no PDT. O deputado João Beltrão (PMDB) também estava na Associação Comercial, mas só de passagem. |OR

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