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Bancada � contra o com�rcio de armas

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PETRÔNIO VIANA Repórter A maioria dos membros da bancada federal de Alagoas manifestou a intenção de votar favoravelmente ao projeto de desarmamento da população e restrição do comércio de armas de fogo no País. Na última quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal aprovou o parecer do relator da proposta, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), determinando a realização do referendo nacional sobre a questão. O deputado João Paulo Cunha, manteve a pergunta prevista no texto aprovado pelo Senado - ?o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?? -, mas retirou a menção da data da realização da consulta, que era o primeiro domingo de outubro. O projeto será encaminhado agora para o plenário da Câmara, onde será votado, para que o referendo possa ser realizado em outubro desse ano, como prevê o Estatuto do Desarmamento. O deputado recém-empossado Jorge VI (PSDB) disse que, mesmo sem consultar seu partido, vai votar a favor do plebiscito e do projeto de desarmamento. ?Eu tenho certeza que o PSDB vai ser favorável mas, independente disso, eu apóio o projeto?, declarou. O deputado João Lyra (PTB), por intermédio de sua assessoria, declarou apoio ao referendo. ?Eu sou plenamente favorável ao referendo e, conseqüentemente, ao projeto. O objetivo fundamental é diminuir a violência no País?, disse. O deputado acredita que a lei vai provocar uma redução dos índices de criminalidade verificados no Brasil. O deputado Givaldo Carimbão (PSB) fez um pronunciamento no Plenário da Câmara horas antes da aprovação do referendo pela CCJ, onde pediu maior urgência na aprovação e na realização do plebiscito. Para ele, é importante que o referendo seja realizado antes das eleições de 2006. ?O referendo é uma discussão da sociedade. Minha tese é de que ele deve tramitar em regime de urgência para não coincidir com a eleição?, opinou. Carimbão acredita que, se o referendo não acontecer ainda esse ano, pode trazer problemas aos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE), que terão que mudar a programação das atividades para 2006. Jurandir Bóia (PDT) disse que é favorável ao referendo e ao projeto de desarmamento, acompanhando a postura de seu partido em relação ao assunto. Ele contou que o PDT, junto ao PPS, vem realizando uma séria de reuniões para fortalecer o apoio ao projeto. Para Bóia, o projeto vai coibir o uso de armas de fogo por passoas despreparadas. ?Quem não tem perícia para usar armas representa um perigo para a sociedade. Esse é um crime inafiançável?, afirmou. O deputado alerta que as pessoas que acreditam na impunidade serão supreendidas quando o projeto se tornar lei. O deputado Olavo Calheiros (PMDB), irmão do presidente do Senado, Renan Calheiros, concorda com a proposta do referendo e apóia a proibição da venda de armas de fogo e munição no País. ?O governo tem que desarmar a população. Andar armado não resolve nada. Essa medida tem uma importância muito grande, não só do ponto de vista educacional com do ponto de vista prático?, considerou. ### Deputados alertam para interesses eleitoreiros O líder da bancada alagoana e membro da CCJ, deputado Benedito de Lira (PP), declarou que votou a favor do referendo, mesmo considerando a consulta popular desnecessária. ?O Estatuto do Desarmamento já foi aprovado. O que resta é estabelecer as regras?, disse. O deputado apontou um outro fator decorrente da realização do referendo. Na opinião dele, se o plebiscito acontecer no ano que vem, irá se transformar em palanque eleitoral para os candidatos a uma vaga no Congresso. ?Isso vai partidarizar a questão, misturar uma coisa à outra. O referendo vai acabar tendo uma conotação política?, avaliou. Lira revelou que a aprovação do referendo só foi possível graças a um acordo entre o PT e os partidos de oposição ao governo federal. ?A aprovação foi condicionada ao voto favorável do PT à derrubada do projeto de verticalização das alianças partidárias nas eleições de 2006?, informou. O 1º vice-presidente da Câmara Federal, deputado José Thomaz Nonô (PFL), mesmo declarando seu voto favorável ao projeto de desarmamento, classificou o referendo como uma proposta ?inócua?. Na opinião dele, o desarmamento não vai interferir nos índices de criminalidade. O deputado disse que vai votar a favor do referendo, mesmo acreditando que a situação da segurança pública no Brasil não vai ser alterada. ?A iniciativa é válida, mas eu duvido da eficácia dessa medida. Os delinquentes não se armam da forma legal?, lembrou. ?As armas do crime organizado, do tráfico de drogas, têm outra origem. Elas vêm da polícia, do Paraguai. Eu acredito que seria mais eficaz uma ação efetiva das polícias e do Exército para desarmar os delinquentes?, opinou. ?Eu vejo as imagens das pessoas entregando aquelas escopetas e espingardas soca-tempero. Isso não leva a nada?, concluiu. O deputado considera que a discussão sobre o projeto é ?muito barulho por nada?. Nonô acredita que o referendo e o projeto de desarmamento serão aprovados com folga. ?Quem vai votar contra essa proposta nas vésperas de uma eleição??, questionou. Os deputados Rogério Teófilo (PPS) e João Caldas (PL) foram procurados pela reportagem para opinar sobre o assunto, mas não foi possível entrar em contato com os dois até o fechamento desta edição. |PV

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