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AL reafirma luta contra transposi��o

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O prefeito de Piranhas, Inácio de Loyola Brandão (PSDB) foi reeleito para representar os municípios alagoanos no Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. A eleição ocorreu ontem, na sede da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e teve a participação de 27 dos 51 prefeitos de cidades alagoanas localizadas na Bacia do São Francisco. O prefeito de Penedo, Marcius Beltrão (PSB), foi escolhido para a suplência. O Comitê é composto por 60 membros, entre representantes da sociedade civil, do terceiro setor, de entidades educacionais, dos governos estaduais e municipais. Alagoas e Sergipe têm direito a ocupar 20% das 60 vagas, ou seja, 12 representantes. No último dia 12, em Penedo, foram escolhidos quatro representantes alagoanos. A última vaga será ocupada pelo secretário estadual de Recursos Hídricos e Irrigação, Ronaldo Pereira Lopes, indicado pelo governador Ronaldo Lessa (PDT). Esta será a segunda gestão do Comitê, criado em 2001 e efetivado em 2003. Os representates terão um mandato de dois anos. O secretário Ronaldo Lopes, que participou do encontro de prefeitos, salientou a importância do Comitê nas decisões sobre o projeto de transposição das águas do São Francisco, encampado pelo governo federal. Para Lopes, os novos membros do Comitê têm a responsabilidade de continuar lutando contra a maneira com que o governo decidiu fazer a transposição. ?O Comitê até apóia o projeto se a água for utilizada para beber, mas para promover o desenvolvimento dos estados do Nordeste setentrional, nós somos contra. Esse projeto e o Comitê vão decidir o destino do sertão alagoano?, definiu. O prefeito Inácio Loyola acredita que o governo federal deve repensar a forma de execução do projeto. ?O governo federal quer colocar a transposição em prática de maneira a desunir o povo nordestino, jogando uns contra os outros. Sem a revitalização do rio, o projeto é inviável?, disse. Na opinião de Loyola, o posicionamento do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, sobre a transposição vai ser definida independentemente do projeto político do senador. ?Não sei se ele [Renan] vai para vice do Lula ou para governador, mas ele é conhecedor dos problemas do rio e, na hora certa, vai dar um basta nessa transposição?, declarou. |PV

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