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Francisco Erivan: o n� 2 do esquema

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As investigações feitas pela Polícia Federal (PF) também teriam apontado como um importante personagem do esquema Francisco Erivan dos Santos, sócio-gerente da empresa Correia & Sá Ltda. Ele seria o nº 2 da quadrilha em volume de recursos movimentados, só não tendo atuação maior que a de Rafael Torres. Sua empresa seria beneficiária de licitações direcionadas, que forneceriam produtos aos municípios em quantidade e qualidade inferiores ao contratado. Na assessoria de Francisco Erivan estariam os funcionários da empresa José Erasmo de Azevedo, Heleno Machado Rocha Pereira Júnior e Derivande Barbosa dos Santos. Juntos, segundo a investigação da polícia, eles atuariam numa rede de lavagem de dinheiro, da qual também fariam parte agiotas presos na Operação Gabiru. Francisco Erivan atuaria ainda vendendo notas fiscais frias e realizando a coleta de propinas e do dinheiro desviado junto aos prefeitos. O proprietário da gráfica Ingrasp, Ednilson Ribeiro de Guimarães, é apontado pela investigação como responsável pela impressão de notas fiscais e outros impressos para as firmas de Francisco Erivan. A quadrilha também se beneficiaria da participação de prefeitos, ex-prefeitos e secretários municipais que atuariam informando ao Ministério da Educação uma quantidade de alunos superior à existente, para que os municípios recebessem um repasse de verbas maior. Processos prontos A PF também teria descoberto que a quadrilha já apresentava aos prefeitos os modelos de editais e as propostas de licitação mais adequados para direcionar o resultado das licitações. Nas escutas telefônicas efetuadas, os ex-prefeitos Fernando Sérgio Lira (PSDB), Jorge Dantas (PSDB), José Valter de Azevedo (PFL) e José Aderson da Rocha Rodrigues (PTdoB) e os prefeitos Cícero Cavalcante (PMDB), Neiwton Silva (PSB), Marcos Paulo Nascimento (PMDB), Paulo Roberto Pereira de Araújo o Neno (PPS), Carlos Eurico Leão e Lima, o Kaíka (PSB), Fábio Lira (PDT), José Hermes de Lima (PDT) teriam sido flagrados em diálogos que detalhariam encobrimento de licitações fraudulentas com emissão de notas frias e recebimento de propinas. As interceptações telefônicas também teriam complicado a situação dos secretários de Finanças Paulo Roberto Oliveira da Silva, de Igreja Nova, José Roberto Campos, de Água Branca, e Fernando Antônio Baltar Maia, o ?Fanta?, de Branquinha. Por telefone eles teriam acertado a compra de peixe distribuído à população na Semana Santa por meio de licitações fraudulentas. |LB

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