Política
PF prende 31� acusado no desvio de verbas
REGINA CARVALHO ODILON RIOS Repórteres A Polícia Federal (PF) prendeu ontem os dois últimos de uma lista de 31 envolvidos no esquema de desvio de recursos federais destinados à compra de merenda escolar: a secretária-executiva Cristina Maria Campos e o ex-prefeito de Japaratinga, José Aderson da Rocha (PTdoB). Cristina, que trabalha para o ex-prefeito de Rio Largo, Rafael Torres, apontado como o líder da quadrilha, entregou-se à Polícia Federal pela manhã, foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), onde fez o exame de corpo de delito antes de ser conduzida ao presídio feminino Santa Luzia, onde dividirá a cela com Jussara Martins Lira e Wilma Vasconcelos, também envolvidas no esquema de corrupção. José Aderson se entregou à polícia ontem à noite. Ele estava foragido desde a última terça-feira, quando a PF desencadeou a Operação Gabiru e estava com sua prisão preventiva decretada. O ex-prefeito também se submeteu a exame de corpo de delito no IML e depois foi reconduzido à carceragem da PF, onde estão prefeitos, ex-pefeitos, secretários e demais membros da quadrilha acusada de corrupção. Com base em análise inicial dos documentos recolhidos por agentes, a superintendência da PF informou que há indícios fortes que apontam o envolvimento de mais prefeitos, ex-prefeitos e autoridades no esquema. ?Nos próximos dias podem ser decretadas novas prisões?, acrescentou o assessor de comunicação, Fábio Franciolly. Na tarde de ontem, a presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Rosiana Beltrão, foi à sede da PF visitar os prefeitos presos. Ela estava acompanhada da secretária de Articulação Política, Fátima Borges, e do gestor de Articulação Colegiada, Pedro Alves. A maior novidade ontem foi uma determinação do presidente do inquérito: os envolvidos serão ouvidos algemados. Segundo o assessor de comunicação da PF, a justificativa é para acalmar ?os ânimos dos advogados? e garantir a segurança dos que participam dos depoimentos. Dezesseis pessoas foram ouvidas ontem. Um deles foi o ex-prefeito de Maragogi e ex-presidente da AMA, Fernando Sérgio Lira, que despertou curiosidade ao passar algemado do primeiro andar da PF para o térreo do prédio. Outro que prestou depoimento foi o chefe da quadrilha, Rafael Torres, que não respondeu a nenhuma das perguntas.