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Ajuda federal chega em cestas b�sicas

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PETRÔNIO VIANA Repórter O Ministério do Desenvolvimento Social liberou ontem o envio de 64.800 cestas básicas aos 26 municípios alagoanos com situação de emergência decretada em função dos prejuízos causados pela seca na região sertaneja do Estado. As cestas básicas estão armazenadas na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de Pernambuco. O transporte e a distribuição dos alimentos serão feitos pela Defesa Civil do Estado, que ainda está estudando uma maneira para agilizar os procedimentos. ?Toda a operacionalização vai ser feita pela Defesa Civil do Estado, para evitar boatos de privilégio a uma ou outra prefeitura e diminiur o risco de saques na estrada?, justificou a presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Rosiana Beltrão. Ela explicou que o volume de donativos representa 40% do total reivindicado no relatório da AMA e da Defesa Civil estadual, encaminhado ao governo federal em fevereiro deste ano. Rosiana Beltrão informou, ainda, que os números que constam do relatório serão adaptados para que a distribuição dos alimentos ocorra de forma proporcional. Cada um dos 26 municípios vai receber um número de cestas básicas correspondente ao número de famílias necessitadas. Em sua visita a Brasília, na última terça-feira, a coordenação da Defesa Civil nacional argumentou que as chuvas que começaram a cair em Alagoas estariam diminuindo os danos causados pela seca e, por isso, os donativos não seriam mais tão urgentes quanto a AMA estaria afirmando. ?Eu disse a eles que a chuva começou a cair, mas não choveu milho, nem feijão. Os moradores das zonas rurais começaram a plantar, mas só vão colher daqui a três meses. As cestas básicas que foram enviadas não vão durar até lá?, relatou a prefeita. Segundo Rosiana Beltrão, a perspectiva é de que esses alimentos durem cerca de 45 dias. ?Daqui a um mês, nós vamos iniciar uma nova ação e renovar o pedido de mais mantimentos para complementar, enquanto a colheita não puder ser realizada?, adiantou. ?A quantidade de alimentos seria quase duas vezes maior, se a liberação tivesse começado logo. Nós pedimos 52 mil cestas por mês, mas o que as famílias querem é trabalhar, plantar e ter sua subsistência?, contou a prefeita. A AMA terá que elaborar um relatório, a ser enviado ao Ministério do Desenvolvimento Social, com o cadastro de todas as famílias beneficiadas com a distribuição das cestas, de modo a prestar contas da distribuição ao governo federal. Rosiana lembrou que, até o momento, a ajuda estava vindo de municípios em melhor situação, de organizações não-governamentais, empresários e do governo estadual, que tem se responsabilizado pelo envio de carros-pipa às regiões atingidas pela seca. Bolsa-família A presidente da AMA disse, ainda, que o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, admitiu a possibilidade de incluir as famílias em situação de risco, dos municípios beneficiados, no cadastro do programa Bolsa-Família. Segundo a prefeita, para que isso possa acontecer será necessária a realização de um levantamento do número exato de famílias a serem inseridas no programa. A prefeita explicou que, de acordo com os cálculos do Ministério do Desenvolvimento Social, o custo da remessa de cestas básicas é superior ao da inclusão dessas famílias no programa federal.

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