Política
TSE extingue pedido de Paulo Corintho
PETRÔNIO VIANA Repórter O vereador eleito Paulo Corintho (PV), filho do diretor presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural de Alagoas (Ideral), Coritho Campelo da Paz (PDT) teve recurso negado mais uma vez pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa foi a segunda vez que Corintho recorreu ao TSE. Há cinco meses, ele tenta assumir a vaga na Câmara Municipal. O vereador teve sua diplomação suspensa pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) depois que o Partido Social Democrata Cristão (PSDC), entrou com ação contra Corintho por compra de votos durante a campanha eleitoral de 2004. O partido acusou Corintho de oferecer R$ 30 para cada eleitor que se comprometesse a votar nele. As cinco primeiras tentativas de Corintho para assumir o cargo foram indeferidas pelo TRE. O primeiro recurso de Corintho ao TSE foi arquivado por orientação da Procuradoria Geral Eleitoral (PGE). Desta vez, o Tribunal sequer ouviu as partes interessadas e decidiu extinguir a ação. O ministro do TSE, Cesar Asfor Rocha, relator do processo, julgou a ação inepta, ou seja, considerou que o advogado de Paulo Corintho, Adriano Soares, teria procedido de forma incorreta ao ajuizar a ação. O vereador ainda pode recorrer da decisão, entrando com uma nova medida cautelar, mas a cada decisão judicial, torna-se mais difícil uma mudança no entendimento do caso por parte do TSE. A intenção de Corintho era derrubar a suspensão da diplomação e ser empossado para aguardar, já exercendo o mandato, o julgamento final da Ação de Impugnação Mandato Eletivo movida contra ele pela coligação PSDC-PTdoB-PV. denúncia Logo depois do pleito de 2004, uma multidão formada por eleitores foi protestar, em frente ao comitê de Corintho, com a justificativa de que o vereador teria deixado de pagar a quantia prometida em troca dos votos. A Polícia Federal também chegou a iniciar uma investigação sobre o caso, mas acabou arquivando o processo alegando que as provas não eram suficientes para indiciar o vereador. O diretório municipal do PSDC, com base em matérias veiculadas na imprensa, que divulgaram as denúncias de cabos eleitorais de que o vereador havia prometido pagar R$ 30 por cada voto, resolveu mover a ação contra Corintho. A ação foi acatada pelo juiz plantonista Celyrio Adamastor que determinou a suspensão da diplomação de Corintho Campelo, impedindo o vereador de participar da solenidade de posse dos eleitos, realizada em 1º de janeiro. No lugar de Corintho, assumiu o vereador Damásio Ferreira (PTdoB), irmão do deputado estadual Marcos Ferreira (PSB).