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OAB repudia tratamento dado pela PF

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PETRÔNIO VIANA Repórter A Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL) vai publicar no Diário Oficial do Estado uma nota de repúdio ao tratamento recebido pelos advogados que estão defendendo os envolvidos no esquema de desvio de verbas federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por parte dos agentes e delegados federais que comandam as investigações. No fim da tarde de ontem, o presidente em exercício da OAB e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem, Everaldo Patriota, convocou uma entrevista coletiva para explicar os motivos que levaram a instituição a tomar essa atitude. ?A Ordem está preocupada. O exercício da profissão está sendo obstado pela Polícia Federal, que tem causado constrangimento aos profissionais?, informou. O advogado salientou que as reclamações não dizem respeito às acusações feitas aos prefeitos, ex-prefeitos e demais envolvidos no esquema de corrupção. ?Essa é uma queixa puramente institucional. Os profissionais têm sido tratados com truculência e desrespeito. Ontem dois advogados foram autuados porque orientaram seus clientes a não se submeterem a um exame grafotécnico. Se o advogado não puder fazer essas orientações, para que alguém vai querer um advogado??, questionou Patriota. Segundo o presidente em exercício da Ordem, o tratamento dado pela PF aos advogados foi piorando desde o dia em que as prisões foram efetuadas, chegando a ponto de terem que passar por uma revista para visitar seus clientes. ?Nós vamos encaminhar a nota de repúdio à Corregedoria da PF, ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, à comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e ao desembargador federal Marcelo Navarro?, alertou. A OAB considera que os profissionais que estão defendendo os acusados estariam sendo intimidados pelos agentes e delegados da PF e ameaçados para que não orientem seus clientes a manterem o silêncio. ?A PF quer prorrogar as prisões temporárias dos acusados que não falarem. Isso é uma atitude fascista, que lembra os anos de chumbo da ditadura. Além disso, a PF está utilizando estratégias para fragilizar psicologicamente os acusados, como deixá-los mais de sete horas algemados em um auditório?, acusou o presidente em exercício da OAB-AL.

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