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Cavalcante ganha mais 30 dias em SP

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LUIZA BARREIROS Repórter A Secretaria de Justiça do governo de São Paulo ampliou em mais 30 dias o prazo de permanência do ex-tenente-coronel PM Manoel Francisco Cavalcante no Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes, a 605 km da capital de São Paulo. O prazo de 90 dias estabelecido inicialmente pela Justiça e pelo governo de São Paulo para que Cavalcante permanecesse no presídio paulista acabaria na próxima terça-feira, dia 24. A informação da prorrogação do prazo foi confirmada na última Sexta-feira pela assessoria de imprensa do secretário de Justiça de São Paulo, Nagashi Furukawa. Considerado o líder da ?gangue fardada?, Cavalcante deixou Alagoas no dia 25 de janeiro, depois de ocupar por quase sete anos uma cela no presídio Baldomero Cavalcanti. Sua transferência do Estado foi solicitada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, sob a alegação de que mesmo preso, Cavalcante continuaria a comandar o crime organizado no Estado. Até que houvesse autorização para que o ex-oficial ficasse preso em Presidente Bernardes, Cavalcante ficou 18 dias na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) da Bahia, em Salvador, e outros 12 dias na carceragem da PF de São Paulo. Desde o dia 24 de fevereiro, quando foi aceito pelo governo paulista no presídio de Presidente Bernardes, Cavalcante vem sendo mantido sob o rigoroso Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), no qual é mantido durante 22 horas do dia em uma cela isolada, sem acesso a rádio e televisão. Nas duas horas em que pode tomar banho de sol, ele não tem contato com outros presos que também estão detidos no mais rigoroso presídio do País. As ?regras? adotadas na casa exigem que o preso seja barbeado e o cabelo cortado, o que obrigou o ex-oficial a renunciar ao farto bigode, uma dos principais marcas de sua fisionomia. Em Presidente Bernardes Cavalcante também passou a usar uniforme: um conjunto de calça e blusa bege. SEM VISITAS Apesar de ter direito a receber visitas de até dois familiares durante duas horas por semana, durante todo o tempo que esteve em São Paulo Cavalcante não recebeu visitas de familiares. Segundo Cláudio Vieira, advogado contratado pela família para atuar no processo de transferência, Cavalcante preferiu que sua família não tivesse despesas e durante todo o tempo se correspondeu por cartas. Se tivessem ido a São Paulo, os familiares de Cavalcante não poderiam ter contato direto com ele. As visitas aconteceriam numa sala como a vista em filmes americanos, onde o preso fica numa bancada, separado dos familiares por uma grade de ferro bem fininha, apenas com visual. Nem o próprio Cláudio Vieira esteve com o ex-oficial. Apenas uma vez, quando foi a São Paulo, teve um audiência com o juiz corregedor de presídios do Departamento Técnico de Apoio ao Serviço de Execuções Criminais (Decrim-7) de São Paulo, Miguel Marques e Silva, que em São Paulo ficou responsável pela prisão. Na última quinta-feira, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas começou a julgar um Agravo em Execução interposto por Cláudio Vieira na época da transferência, no qual ele pedia o retorno do cliente para Alagoas, alegando a existência de ilegalidades no processo. O relator da ação, desembargador Sebastião Costa Filho, votou contra o pedido, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista da desembargadora Elisabeth Carvalho do Nascimento.

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