loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Assessor de Quintella escapou por pouco

Ouvir
Compartilhar

LUIZA BARREIROS Repórter Além das prisões e das buscas de documentos, o desembargador federal Marcelo Navarro decretou a quebra dos sigilos fiscal, financeiro e bancário de 48 pessoas físicas e jurídicas investigadas pela Operação Gabiru. Entre os 48 estão pessoas envolvidas com as atividades ilícitas sob investigação, empresas que fazem parte, ou em nome dos quais agem criminosamente, e ainda pessoas ou empresas citadas nas conversas telefônicas interceptadas pela PF como sendo auxiliares, intermediárias ou beneficiárias dos ilícitos. Entre as pessoas físicas que tiveram o sigilo fiscal, financeiro e bancário quebrados está o empresário João Felipe Barros de Lima, proprietário da empresa J.J. Factoring e Fomento Mercantil. Sua prisão foi solicitada à Justiça pela polícia, mas acabou sendo indeferida pelo desembargador federal Marcelo Navarro, que não viu elementos suficientes que comprovassem seu envolvimento no esquema de desvio de recursos federais. Foi autorizada apenas a busca e apreensão de documentos na sede da empresa. João Felipe é concunhado do secretário-executivo de Educação, Maurício Quintella Lessa, de quem, segundo a PF, também seria assessor. Ele foi apontado na investigação da PF como sendo fraudador de licitações da Secretaria Estadual de Educação para fornecimento de gêneros alimentícios, tendo como favorecido o empresário Rafael Torres, de quem receberia, segundo a PF, dinheiro a título de ?retribuição?. Apesar disso, para o juiz, a PF não forneceu elementos capazes de estabelecer relação entre João Felipe e o desvio de recursos federais atribuído à quadrilha de Rafael Torres. Como a Gazeta publicou na edição do último sábado, a Suevit (também conhecida como Torres e Queiroz), de propriedade de Rafael Torres, está entre as fornecedoras de merenda para a Secretaria de Educação. ### Deputado e secretário também citados O aviso foi dado na quinta-feira passada pelo assessor de imprensa da Polícia Federal em Alagoas, Fábio Franciolly: ?Nos próximos dias podem ser decretadas novas prisões?. Segundo informações obtidas pela Gazeta, nas conversas telefônicas gravadas pela PF na Operação Gabiru os envolvidos citaram, fizeram referências ou falaram com autoridades que até agora não foram oficialmente citadas entre os investigados. A reportagem não teve acesso aos nomes das pessoas citadas. Segundo essas mesmas fontes, um membro do Poder Judiciário de Alagoas é citado como sendo um suposto ?padrinho? de Rafael Torres, que serviria como uma espécie de ?chave-mestra? para abrir algumas portas importantes em prefeituras do Estado. Haveria também citações de nomes de um deputado estadual e de um secretário de Estado. A suspeita é de que esse secretário seja Maurício Quintella, da Educação, já que a prisão de seu assessor, João Felipe de Barros Lima, chegou a ser pedida pela PF, mas foi indeferida pela Justiça Federal. Na última quinta-feira, Quintella negou seu envolvimento com o esquema de desvio de recursos da merenda escolar e atribuiu a citação de seu nome a questões políticas. Ele argumentou ainda que o Estado não tem gerência sobre a merenda dos municípios e já iniciou um processo de descentralização da merenda, com a compra pelas próprias escolas. Atualmente, 12 empresas são fornecedoras de merenda escolar para o governo do Estado, entre elas, a Suevit (também conhecida como Torres e Queiroz), de propriedade de Rafael Torres. |LB

Relacionadas