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De 27, s� oito ganharam liberdade

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PETRÔNIO VIANA Repórter A informação de que oito dos 27 acusados presos desde o último dia 17 pela Polícia Federal (PF) na Operação Gabiru seriam soltos ontem foi passada à imprensa pela assessoria da PF, aproximadamente às 11 horas. Na frente do prédio da PF, parentes e amigos dos detentos esperavam apreensivos por notícias e muitos ficaram frustados ao saber que seus familiares continuariam presos. Antes dos acusados começarem a deixar a carceragem da PF, um grupo de familiares formou uma corrente de oração para agradecer a libertação dos envolvidos e pedir para que o mesmo acontecesse aos demais acusados. A justificativa da PF para a libertação foi a de que, durante os dez dias em que estiveram detidos, não foi possível levantar dados conclusivos do envolvimento dos acusados no esquema de corrupção. De qualquer maneira, a PF indiciou todos os acusados. O primeiro a deixar as dependências da PF, por volta das 11h30, foi o empresário Luiz Antônio Grossi, proprietário da Pizza Fone, acusado de agiotagem por negociar, a juros, cheques usados pela quadrilha. O empresário não quis fazer declarações à imprensa e comentou apenas que pretendia ?descansar? do tempo que passou na carceragem da PF. Em seguida, foi libertado Ângelo Márcio da Silva Brandão, motorista do ex-prefeito de Rio Largo, Rafael Torres, apontado pela PF como sendo o maior beneficiário do esquema. Brandão é acusado de coletar dinheiro para a quadrilha e servir de ?laranja? em algumas transações. Ao mesmo tempo que Brandão, foi solto José Erasmo de Azevedo, funcionário de Francisco Erivan dos Santos, empresário tido como braço direito de Rafael Torres, que vendia as notas fiscais fraudulentas usadas para justificar os desvios de recursos federais. Segundo a PF, Erasmo também ajudava na coleta de propinas para a quadrilha. De acordo com o advogado Gedir Medeiros Campos Júnior, que representa sete acusados, entre eles, José Erasmo e Ângelo Márcio, nenhum deles forneceu qualquer informação durante os interrogatórios feitos pelos delegados federais. ?Eles estão saindo porque a PF não tem nada contra eles. É o mesmo que dizer que você matou alguém e não dizer quem ou aonde você cometeu o crime?, comparou o advogado. O ex-prefeito de Maragogi, Fernando Sérgio Lira, foi solto logo depois. Lira estava sendo aguardado por sua esposa, Lena, por um filho e um irmão. Os familiares e correligionários do ex-prefeito aplaudiram quando ele apareceu na porta do prédio da PF. Na saída, o Lira manifestou confiança no esclarecimento do caso e na afirmação da justiça, mas disse que não podia falar nada sobre o assunto. O funcionário da Caixa Econômica Federal (CEF), Leopoldo Araújo de Oliveira, acusado de fornecer informações privilegiadas ao grupo, foi libertado em seguida. Ele também não quis fazer declarações à imprensa. O último acusado a deixar a sede da PF foi outro assistente do empresário Francisco Erivan dos Santos, Derivande Barbosa dos Santos, também acusado de coletar recursos desviados. Barbosa não quis falar à imprensa sobre o tempo que passou encarcerado, mas declarou estar feliz com a libertação. Ao mesmo tempo em que os acusados eram liberados da sede da PF, as funcionárias do ex-prefeito Rafael Torres, Jussara Martins e Cristina Maria Campos, também acusadas de participar da quadrilha, eram libertadas do presídio feminino Santa Luzia, para onde haviam sido transferidas. As duas são acusadas de coletar dinheiro para o esquema. Os outros 19 acusados que permaneceram na sede da PF, entre eles, oito prefeitos, quatro ex-prefeitos, empresários e secretários municipais, tiveram prisão preventiva decretada pelo desembargador federal Marcelo Navarro ontem pela manhã, quando terminava o prazo da prisão temporária. Eles agora deverão ficar detidos por mais 81 dias, aguardando a conclusão do inquérito policial. Hoje, deve ser definido se eles continuam na sede da PF ou serão transferidos. ### Jussara e Cristina deixam presídio O carro da Polícia Federal (PF) que levava o alvará de soltura das funcionárias da Suevit, Jussara Martins e Cristina Maria Campos, estacionou no presídio feminino Santa Luzia às 12h10. Passou cerca de 15 minutos e saiu levando ambas ao Instituto Médico Legal Estácio de Lima (IML) para fazer exame de corpo de delito. A liberação das funcionárias, que trabalhavam na empresa de Rafael Torres, acusado de fraudar licitações da merenda escolar, mobilizou dois policiais federais e uma viatura da PF. Ambas não quiseram falar com a imprensa. Movimentação maior foi por parte dos parentes das funcionárias, que levavam ventiladores, colchões travesseiros e sacolas para um carro e depois duas toalhas, para que as funcionárias pudessem cobrir rosto. Elas saíram do presídio feminino com o rosto descoberto. Ainda na prisão, na quarta-feira, Cristina Campos teria levado um tombo no setor de triagem do presídio, onde estava com Jussara, isoladas das demais presas. Foi atendida por um médico da PF, enviada à Unidade de Emergência Armando Lages, mas voltou no mesmo dia. Jussara e Cristina ficaram presas no setor de triagem do Santa Luzia, uma sala que dá acesso a outras celas, separadas das demais presas por determinação judicial. O estabelecimento prisional Santa Luzia tem capacidade para cerca de 60 a 70 presos. OR

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