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Secret�rio de Matriz dep�e e � indiciado

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LUIZA BARREIROS Repórter O secretário de Educação do município de Matriz do Camaragibe, Marlon Braga, foi indiciado ontem pela Polícia Federal (PF) sob acusação de envolvimento com o esquema de desvio de verbas federais destinadas às prefeituras alagoanas. O indiciamento aconteceu logo depois que Marlon Braga compareceu à sede da PF para prestar depoimento como testemunha. Segundo a assessoria de imprensa da PF, os delegados encontraram indícios de que Marlon Braga teria cometido crimes de fraude à licitação, corrupção, improbidade administrativa, peculato e formação de quadrilha. Braga foi a 35ª pessoa a ser indiciada pela Operação Gabiru, desde o seu início, no dia 17. É, ainda, a terceira autoridade ligada à administração de Matriz do Camaragibe a ser indiciada. O primeiro foi o atual prefeito do município, Marcos Paulo do Nascimento, o Marquinhos (PMDB), e o outro, o ex-prefeito da cidade, Cícero Cavalcanti (PMDB), que em outubro no ano passado foi eleito prefeito de São Luiz do Quitunde. Marquinhos era o vice de Cícero Cavalcante. INCIDENTE Durante o depoimento, a Polícia Federal quis saber de Marlon Braga qual teria sido a origem de um dinheiro (cerca de R$ 4 mil) que, em uma das conversas telefônicas interceptadas pela polícia, teria sido falado que ele recebeu de Rafael Torres, apontado nas investigações como chefe do esquema de desvio de recursos. Segundo a advogada Lara Fragoso Cavalcanti, que acompanhava o depoente, seu cliente disse que o dinheiro foi recebido numa operação de venda de um terreno, na qual Rafael Torres teve participação. ?Ele simplesmente modificou a resposta do meu cliente, sem consignar a justificativa dada por ele, distorcendo totalmente a informação?, contou a advogada, que também acusou o delegado de ter coagido seu cliente e de ter desrespeitado o direito de ficar calado. Ao final, Lara Fragoso orientou seu cliente a não assinar o depoimento prestado à PF e depois de ter uma discussão com o delegado e a escrivã, chegou a ser colocada para fora da sala. Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) chegou a ser chamado ao local, como também o advogado José Fragoso Cavalcanti, sócio e marido da advogada. Ele disse que a atitude do delegado era desrespeitosa com o profissional da advocacia e o qualificou de ?ditador e facista?. ?A OAB irá representá-lo criminalmente por falsidade ideológica, já que ele fez constar em um documento público uma declaração falsa?, afirmou. Além disso, o advogado disse que a partir de agora não mais orientará seus clientes a colaborar com a investigação, atendendo à intimação feita por telefone. ?A Polícia Federal terá que mobilizar seu pessoal para fazer todas as intimações pessoalmente?, avisou. INDICIAMENTOS O assessor de imprensa da PF, Fábio Franciolly, disse ontem que, na próxima semana, os delegados da Operação Gabiru deverão anunciar os nomes de novos indiciados. Segundo ele, a terça-feira ?será um dia bem movimentado?, mas não antecipou as razões. Ele disse não ter informações sobre a transferência dos presos para outro local. Ontem, os prefeitos e ex-prefeitos presos na PF receberam a visita do deputado estadual Antônio Albuquerque (PFL) e do suplente de deputado federal Luiz Dantas (PTB), que é primo do ex-prefeito de Pão de Açúcar, Jorge Dantas (PSDB), e cunhado do prefeito de Igreja Nova, Neiwton Silva (PDT). Dantas saiu da superintendência da PF sem falar com a imprensa. ### Caixa ainda não sabe se vai punir funcionários A Superintendência da Caixa Econômica Federal (CEF) em Alagoas ainda não foi comunicada oficialmente das acusações feitas pela Polícia Federal (PF) contra os funcionários Leopoldo Araújo, gerente-geral da agência Rosa da Fonseca, e José Carlos Barbosa, escriturário da agência da Justiça Federal. Os dois foram presos no dia 17, durante a deflagração da Operação Gabiru, e indiciados no inquérito que apura desvio de recursos federais destinados às prefeituras alagoanas. José Carlos é acusado de fazer agiotagem com cheques recebidos das prefeituras e Leopoldo Araújo de fornecer informações privilegiadas sobre a movimentação bancária das contas de convênio. Ele também teria autorizado a abertura de contas utilizadas por empresas fantasmas que atuam no sistema. Até ontem, segundo o assessor de imprensa da Caixa, Pedro Paes, ainda não se tinha informação sobre possíveis punições administrativas que os funcionários venham a receber. ?Oficialmente, a Caixa não foi comunicada de nada pela Polícia Federal. Nossos advogados tentarão ter acesso ao inquérito e só depois, dependendo do que ficar comprovado, a Caixa tomará as medidas administrativas legais em relação aos dois funcionários?, explicou. Na última quinta-feira, Leopoldo Araújo deixou a carceragem da PF, depois que sua prisão preventiva não foi decretada pelo desembargador federal Marcelo Navarro, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região. Ainda segundo o assessor de imprensa Pedro Paes, ontem Leopoldo Araújo não foi trabalhar. ?Ele fez uso de uma das cinco ausências permitidas a que os funcionários da Caixa têm direito durante o ano?, explicou. Ele disse, ainda, que só na segunda-feira será possível saber se Leopoldo Araújo voltará a trabalhar normalmente ou se tirará férias. Enquanto ele esteve preso, a gerência-geral foi assumida pela substituta Sônia Gomes. |LB

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