Política
Fonteles visita Alagoas, ap�s pris�es
ODILON RIOS Repórter O procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, visita Alagoas na próxima quinta-feira, 2. Segundo sua assessoria em Brasília, o procurador cumpre uma agenda de visitas a todas as procuradorias federais e Alagoas é a última a estar no cronograma. A chegada de Fonteles estava prevista há duas semanas, mas acabou sendo adiada horas antes do vôo ao Estado. De acordo com sua assessoria, ele teria sido chamado para conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de não ter sido confirmado por sua assessoria, um tema deve dominar a visita do procurador-geral a Maceió: a Operação Gabiru, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no último dia 17 para desbaratar um esquema de desvio de dinheiro destinado à compra de merenda escolar e à manutenção de escolas em alguns municípios alagoanos. Fontelles irá conversar com o procurador-chefe do Ministério Público Federal em Alagoas, Gino Sérvio, sobre a operação que resultou na prisão de 31 pessoas. Durante sua permanência no Estado, Fonteles deve manifestar apoio total e irrestrito ao MPF alagoano e à PF em relação às investigações O ritmo do MPF alagoano foi alterado desde o dia das prisões de prefeitos, ex-prefeitos e outros acusados na Gabiru. O procurador-chefe, por exemplo, chegou a viajar na terça, 17, mesmo dia das prisões, a Recife, para conversar com membros do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5ª). Não se sabe qual assunto foi tratado nem quem conversou com Gino Sérvio, mas a ordem de prisão de prefeitos, ex-prefeitos e demais envolvidos no golpe do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), desbaratado pela PF, foi dada pelo desembargador Marcelo Navarro, da 5ª Região do TRF recifense. EXPERIÊNCIA Fonteles, 57, é procurador-geral da República desde 2003. Fica na função até 30 de junho, embora tenha a opção de ser reconduzido ao cargo por mais dois anos. É funcionário de carreira da Procuradoria Geral da República e, saindo do cargo, reassume o posto de sub-procurador-geral da República. É formado em Direito pela Universidade de Brasília, atuou no Supremo Tribunal Federal (STF) na área criminal e coordenou a Secretaria de Defesa dos Direitos Individuais e Interesses Difusos. Foi ainda membro do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, em luta pela demarcação de terras indígenas, e presidente do Conselho Penitenciário do Distrito Federal (1983-1985). Fonteles é responável pela abertura do inquéritos pelo STF que investiga o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, suspeito de enriquecimento ilícito, e o ministro da Previdência Social, Romero Jucá, suspeito de ter dado como garantia de empréstimo fazendas inexistentes ao Banco do Amazonas.