Política
Grampos revelam ind�cios de fraudes
LUIZA BARREIROS Repórter Desde quando a Operação Gabiru foi deflagrada, no dia 17, já se sabia que a principal base para a decretação das prisões temporárias dos prefeitos, ex-prefeitos, secretários, agiotas e empresários indiciados por desvio de recursos públicos federais e formação de quadrilha foram mais de 200 horas de grampos telefônicos autorizados pela Justiça Federal. Também não é segredo que o teor das conversas gravadas pela Polícia Federal durante vários meses acabou possibilitando descobrir o modo de agir da quadrilha, e as funções desempenhadas pelos indiciados. Na última sexta-feira, quando converteu em preventiva as prisões de 19 das 31 pessoas detidas dez dias antes, o desembargador federal Marcelo Navarro, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF 5ª Região), voltou a afirmar que os indícios de autoria dos crimes em apuração vinham não somente dos elementos probatórios colhidos nas buscas e apreensões, como também das transcrições das escutas realizadas com autorização judicial. Apesar de ainda não serem suficientes para que os acusados sejam considerados culpados ? apresentam apenas indícios de crime ? o teor das conversas, conforme o Fantástico mostrou no último domingo, chama atenção pela forma como os interlocutores combinavam práticas criminosas, sem demonstrar qualquer receio de que viessem a ser pegos ou descobertos.