Política
Serventu�rios fazem opera��o tartaruga por reajuste salarial
FÁTIMA ALMEIDA Repórter Servidores que trabalham em cartórios e fóruns da Justiça estadual marcaram para o início da tarde de hoje uma operação padrão (tartaruga), em protesto pela não implantação do reajuste salarial da categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Serventuários do Judiciário Estadual (Serjal), Edmilson Rocha, a manifestação está resumida a hoje e às terças-feiras seguintes, com previsão para se encerrar no fim do expediente, às 19 horas. Mas não está descartada que passe a ser diária. Uma assembléia marcada para o fim da manifestação, no início da noite, vai discutir se os servidores passam a adotar a redução no ritmo de atendimento em todos os dias da semana. Ainda segundo ele, a operação padrão será realizada apenas pelos servidores da comarca de Maceió, não atingindo varas que funcionam no interior. A direção do Serjal estima que os salários da categoria acumulam perdas de 150% referentes a não concessão de reajustes ao longo dos últimos dez anos. O Tribunal de Justiça aprovou em março uma atualização de 10%, mas, segundo Rocha, até o momento, ela não foi implantada nos contracheques. ?Esperávamos receber esse percentual nos salários de maio. Mas o pagamento do reajuste não sairá mais este mês?, explica o sindicalista. De acordo com o sindicato, a alegação é de que não existe caixa para conceder o aumento. Há duas semanas, a entidade promoveu uma paralisação de advertência, também para cobrar o reajuste. Na ocasião, segundo Rocha, uma comissão de representantes da categoria teve audiência com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Estácio Luiz Gama de Lima que lhe informou que o Judiciário solicitou ao Executivo uma suplementação de mais R$ 600 mil em seu duodécimo para poder pagar o reajuste. Por meio de sua assessoria, o presidente do TJ confirmou que o Judiciário não tem condições de conceder aumento aos servidores. ?Enquanto permanecermos com esses valores de duodécimo, não temos como dar aumento de pessoal?. Segundo o presidente do TJ, o Poder Judiciário não possui receita. Os recursos para pagamento de pessoal e para custeio são provenientes do duodécimo. O Judiciário dispõe do Funjuris, fundo para reaparelhamento e modernização, mas, segundo a Presidência, seus recursos são destinados apenas à construção e ampliação de fóruns e melhoria da estrutura fisica de varas e comarcas; não estão previstos para pagamento de pessoal. Mas, segundo o presidente do Serjal, o duodécimo atual, no valor de R$ 10,2 milhões, seria suficiente para pagar o aumento.