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Mais dois devem ser indiciados hoje

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PETRÔNIO VIANA Repórter A assessoria da Polícia Federal (PF) confirmou para hoje os depoimentos de João Felipe Barros de Lima, ex-assessor parlamentar e concunhado do secretário-executivo de Educação, Maurício Quintella, e do presidente da Câmara Municipal de Porto Calvo, Joel Francisco de Carvalho Filho (PMDB), dentro das investigações sobre o esquema de desvio de verbas federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e à manutenção de escolas municipais. João Felipe é proprietário da J.J. Factoring e Fomento Mercantil, empresa na qual a PF cumpriu mandado de busca e apreensão de documentos durante a Operação Gabiru. O vereador de Porto Calvo, Joel Francisco foi citado nas conversas telefônicas gravadas pela PF e utilizadas na acusação de prefeitos, ex-prefeitos, secretários municipais e empresários. Ambos devem ser indiciados por envolvimento no esquema. O empresário João Felipe deveria ter prestado depoimento na tarde de ontem. Ele justificou o fato de não ter comparecido à sede da PF por estar viajando. Desde o início da Operação Gabiru, no dia 17 de maio, a PF indiciou 42 pessoas por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção passiva, corrupção ativa, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Logo no primeiro dia de operação, foram decretadas as prisões de 31 pessoas e 61 mandados de busca e apreensão em empresas privadas e órgãos públicos foram cumpridos. No momento, 19 pessoas permanecem detidas na carceragem da Polícia Federal, no bairro de Jaraguá. Entre elas, estão oito prefeitos e quatro ex-prefeitos. Os prefeitos detidos são Cícero Cavalcante (PMDB), de São Luiz do Quitunde, Marcos Paulo do Nascimento (PMDB), de Matriz do Camaragibe, Paulo Roberto de Araújo, o ?Neno? (PPS), de São José da Laje, Carlos Eurico Leão e Lima, o ?Kaíka? (PSB), de Porto Calvo, Dânilo Dâmaso (PMDB), de Marechal Deodoro, Fábio Apóstolo de Lira, o Fabinho (PDT), de Feira Grande, José Hermes de Lima (PDT) de Canapi, e o prefeito de Igreja Nova, Neiwton Silva (PDT). Os ex-prefeitos que continuam detidos são Jorge Silva Dantas (PSDB), de Pão de Açúcar, José Valter de Azevedo (PFL), de Ibateguara, José Aderson Rodrigues (PTdoB), de Japaratinga, e Rafael Torres, de Rio Largo. Os outros 12 acusados de envolvimento no esquema de corrupção foram liberados por terem colaborado com as investigações ou porque a PF não conseguiu reunir material suficiente para incriminá-los até o final do período de prisão provisória, decretada pelo desembargador federal Marcelo Navarro, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, em Recife. Os prefeitos e demais acusados de envolvimento que ainda estão detidos tiveram a prisão preventiva decretada por Navarro na última quinta-feira, data em que se expirou o prazo de cinco dias da prisão provisória, que já havia sido renovada uma vez.

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