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Familiares e amigos retomam visitas

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A assessoria da Polícia Federal (PF) anunciou, na noite de ontem, o indiciamento de Francisco José da Silva e Thiago Rogério Firmino de Menezes, assessor do deputado estadual Cícero Amélio (PMN), no inquérito que apura as atividades dos envolvidos no esquema de desvio de recursos federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para compra de merenda escolar na rede de ensino de municípios do interior do Estado. Ambos foram acusados de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Francisco é irmão de Ângelo Márcio Brandão, motorista do ex-prefeito de Rio Largo, Rafael Torres, acusado de comandar o esquema. Brandão já esteve preso pela PF mas foi liberado na semana passada. Thiago Firmino está sendo investigado por ter em seu nome um carro utilitário importado Nissan X-Terra, que seria utilizado por Rafael Torres. A Gazeta apurou que Thiago Firmino teria revelado em seu depoimento aos investigadores da PF que havia apenas ?emprestado seu nome? para que Torres adquirisse o veículo, o que configura a falsidade ideológica. A acusação de lavagem de dinheiro é explicada pelo entendimento da PF de que, supostamente, o assessor do parlamentar teria auxiliado o ex-prefeito Rafael Torres efetuar um pagamento que não poderia justificar legalmente à Receita Federal. Firmino teria participado da irregularidade fornecendo seus documentos para que o carro fosse adquirido. O indiciamento de Thiago Firmino talvez possa explicar o comportamento de Cícero Amélio nos dias seguintes à deflagração da Operação Gabiru no interior do Estado. O deputado reagiu às prisões de prefeitos, ex-prefeitos e demais envolvidos no esquema e chegou a encaminhar um requerimento à Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Estado (ALE), no sentido de manifestar solidariedade aos acusados. A Mesa, presidida na época pelo deputado Francisco Tenório (PPS), indeferiu o requerimento. No dia 19 de maio, o deputado esteve na sede da PF, em Jaraguá, para visitar o prefeito de Porto Calvo, Carlos Eurico Leão e Lima, o Kaíka (PSB). No último dia 25, Amélio voltou ao prédio da PF e alegou ter ido solicitar uma nova visita aos presos para o dia seguinte, uma quinta-feira. O deputado afirmou ter conseguido a permissão, mesmo sem saber que as visitas estariam suspensas por causa do feriado de Corpus Christi. Segundo informações obtidas pela Gazeta, o deputado teria sido citado nas escutas telefônicas utilizadas pela PF para incriminar os envolvidos no esquema de corrupção. Outro parlamentar que tem ido à sede da Polícia Federal em dias de visitação é Antônio Albuquerque (PFL). Segundo uma contagem extraoficial feita por jornalistas que acompanham o caso, Albuquerque já teria visitado os acusados detidos pela PF cerca de sete vezes. Na última sexta-feira, Albuquerque esteve na sede da PF pela manhã e, no final da tarde, viajou até São José da Laje, onde comandou a cerimônia de posse do vice-prefeito Pedro Matias de Albuquerque (PTB), assumiu o lugar do titular Paulo Roberto, o Neno. Movimentação Na manhã de ontem, depois de oito dias sem autorização para fazer visitas, o prédio da Polícia Federal foi tomado por familiares e amigos dos presos. Alguns deles fizeram queixas à imprensa de que seus parentes estariam sofrendo problemas de saúde sem receber tratamento adequado. Eles reclamavam também do número de visitas, estipulado pela PF, para cada detento. Cada um deles pode receber apenas um único parente de cada vez. Na tarde de ontem, um advogado contratado pela concessionária de veículos Cycosa esteve na sede da PF para tentar recuperar a Ecosport preta de propriedade do empresário Francisco Erivan dos Santos, sócio-gerente da empresa Correia & Sá Ltda, indiciado como o segundo ?cabeça? no comando do esquema. O veículo não foi totalmente quitado e está em nome da esposa de Erivan, Josélia Feitosa da Silva. Josélia também está indiciada no inquérito policial pelos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. O advogado da concessionária não obteve permissão para tomar posse do corro, uma vez que a autorização somente pode ser dada pelo desembargador federal Marcelo Navarro, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. |PV

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