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Procurador-chefe do TC � indiciado

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PETRÔNIO VIANA Repórter O procurador-chefe do Tribunal de Contas do Estado (TC-AL), José Correia Torres, foi indiciado pela Polícia Federal (PF), na noite de ontem, dentro do inquérito que investiga o desvio de verbas federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para compra de merenda escolar no interior do Estado. Torres foi acusado de corrupção passiva, advocacia administrativa - quando um servidor público defende interesses de terceiros no órgão onde atua - e formação de quadrilha. Conforme a Gazeta apurou, a voz do procurador teria sido identificada nas escutas telefônicas usadas pela PF para incriminar os envolvidos no esquema. Nas conversas gravadas, o procurador teria negociado com o ex-prefeito de Rio Largo, Rafael Torres, acusado de comandar o esquema, o valor de uma propina para encobrir as irregularidades detectadas em auditoria feita em um determinado município ainda não identificado. Outros funcionários do TC foram ouvidos ontem pela manhã pelos investigadores da PF, mas não foram indiciados. O diretor de fiscalização municipal do TC, Dário César Barbosa de Oliveira, foi ouvido e liberado em seguida. Ele responde pelas auditorias realizadas nas contas municipais e foi chamado para explicar os procedimento de fiscalização nas contas da Prefeitura de Matriz do Camaragibe, referentes ao ano de 2004. Pelo mesmo motivo, o técnico do TC, Gilson Lucas de Oliveira, e o procurador do TC, Luís Eugênio Pinto, também foram interrogados na manhã de ontem. De acordo com o que foi apurado pela Gazeta, Rafael Torres, Francisco Erivan dos Santos - número 2 no esquema -, José Arnon Dacal Nunes - braço direito de Rafael - e o prefeito de Matriz do Camaragibe, Marcos Paulo do Nascimento (PMDB), teriam cogitado a possibilidade de pagar propinas a funcionários do TC que estariam realizando uma auditoria no município. A Polícia Federal entendeu que as propinas não chegaram a ser pagas e os dois foram liberados.

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