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TC ainda n�o sabe o que far� com servidor

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LUIZA BARREIROS Repórter O Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TC/AL) deverá realizar até a próxima semana, uma reunião administrativa para deliberar o que será feito em relação ao procurador-geral do órgão, José Correia Torres, indiciado pela Operação Gabiru. Ele ocupa um cargo comissionado e poderá ser afastado enquanto duram as investigações ou até mesmo exonerado. Torres ? que é primo do empresário Rafael Torres, considerado o líder do esquema de desvio de recursos públicos federais ? foi indiciado pela PF sob a acusação de corrupção passiva, advocacia administrativa (quando um servidor público defende interesses de terceiros no órgão onde atua) e formação de quadrilha. Conforme a Gazeta apurou, a voz do procurador teria sido identificada nas escutas telefônicas usadas pela PF para incriminar os envolvidos no esquema. Nas conversas gravadas pela PF com autorização da Justiça Federal, o procurador teria negociado com o ex-prefeito de Rio Largo, Rafael Torres, o valor de uma propina para encobrir as irregularidades detectadas em auditoria feita em um determinado município ainda não identificado. Ontem, Torres foi trabalhar normalmente no TC e disse a amigos que poderá comprovar sua inocência. Segundo informações obtidas pela Gazeta, Torres foi caixa de campanha do candidato derrotado a prefeito de Rio Largo, Mário Torres, e na conversa gravada pela PF, trataria com Rafael Torres sobre um dinheiro para a campanha, que não teria nenhuma ligação com seu trabalho no Tribunal. Apesar disso, José Torres pediu ontem férias do cargo comissionado de procurador-chefe do TC. Segundo a assessoria de imprensa do TC, o conselheiro Edival Gaia, presidente do órgão, aguardará que a Polícia Federal informe oficialmente os motivos que levaram ao indiciamento do procurador-chefe. Se esse comunicado não chegar até amanhã, o presidente poderá fazer a solicitação para que a Polícia Federal informe, principalmente no que diz respeito à prática de advocacia administrativa. exonerado Ontem, o Diário Oficial do Estado publicou a exoneração do secretário de Finanças de Branquinha, Fernando Antônio Baltar Maia. Ele está preso sob a acusação de fraude à licitação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. No TJ, ?Fanta?, como é conhecido, ocupava o cargo em comissão de assessor judiciário.

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