Política
Visitantes come�am a se acostumar
A movimentação, no prédio da Polícia Federal (PF), de parentes, correligionários e amigos dos acusados de envolvimento no esquema de desvio de verbas federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) foi grande durante toda a manhã de ontem. Das 9 às 11 horas, aos pares, os visitantes puderam ver e conversar com seus familiares. O dia de visita, desta vez, foi mais organizado do que os anteriores. Os visitantes parecem estar se acostumando aos poucos com a rotina de revistas íntimas e encontros monitorados com seus parentes. Muitos aproveitaram para levar livros e jornais aos detentos, que se queixam da monotonia da carceragem da PF. Os familiares dos presos continuam reclamando das condições precárias da área de detenção da PF, inicialmente projetada para receber apenas 16 detentos. Somente os envolvidos no esquema de corrupção somam 19 pessoas, além dos presos por tráfico de drogas e outros delitos. Hoje quase 40 pessoas estão presas no local. As visitas ocorrem todas as terças e quintas-feiras, sempre pela manhã, e cada vez mais pessoas chegam à PF para visitar os acusados. Na terça-feira passada, depois de oito dias sem receber notícias de seus familiares - na última quinta-feira, 26 de maio, foi feriado de Corpus Christi - os visitantes causaram tumulto na recepção do prédio. DESCULPA ESFARRAPADA O deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), fez um pronunciamento no plenário da Assembléia Legislativa de Alagoas (ALE), queixando-se do comportamento de alguns parlamentares, que têm inventado desculpas para visitar os detentos na carceragem da PF. Na opinião do petista, seria correto visitar um correligionário ou um amigo detido, mas disse discordar quando um colega parlamentar diz, por exemplo, que foi ao prédio para resolver problemas com o passaporte internacional. Essa desculpa foi usada pelo deputado Francisco Carvalho Beltrão, o Chicão (PSDB), há quinze dias, quando deixava o prédio da PF. |PV