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Prefeitos presos podem ser expulsos

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PETRÔNIO VIANA Repórter A maioria dos prefeitos detidos pela Polícia Federal (PF) por envolvimento no esquema de desvio de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) não poderá contar com o apoio dos diretórios estaduais de seus partidos para se defender das acusações. Dos quatro partidos que possuem prefeitos detidos na sede da PF, no bairro de Jaraguá, apenas o PDT e o PSB confirmaram a disponibilização de assessoria jurídica aos membros acusados de envolvimento. O advogado Heth Cézar, responsável pela assessoria jurídica do PDT, declarou que o partido, mesmo não tendo se manifestado sobre o assunto, ofereceu serviços advocatícios aos três prefeitos incriminados no processo de investigação do caso, José Hermes de Lima, de Canapi, Neiwton Silva, de Igreja Nova, e Fábio Lira, de Feira Grande. ?O PDT não responde pelos atos de seus filiados, mas é preciso ter moderação e lucidez para não fazer nenhum pré-julgamento?, ponderou Heth Cézar. O partido vai aguardar o envio do relatório final da investigação para o MP para definir a abertura de um processo interno no sentido de expulsar os membros envolvidos com o esquema de corrupção. O deputado federal Jurandir Bóia (PDT) disse não ter qualquer relacionamento com os prefeitos detidos pela PF. Ele segue a determinação do partido e está aguardando a conclusão das investigações. ?Eu não tive o apoio de nenhum prefeito do Estado para me eleger. Espero que seja feita justiça?, disse. comissão de ética O presidente do PPS e secretário de Educação de Maceió, Régis Cavalcante, informou que a situação do prefeito Paulo Roberto Pereira, de São José da Laje, será submetida à comissão de ética do partido para que seja encaminhado o pedido de afastamento ou suspensão do prefeito. ?Não vamos prestar solidariedade. Vamos aguardar a apuração do caso para submeter a documentação à comissão de ética?, disse. O 1º secretário do PSB, Ancelmo Oliveira, disse que o partido também vai aguardar a conclusão do inquérito para decidir o futuro do prefeito Carlos Eurico Leão e Lima, o Kaíka, de Porto Calvo. O PSB também disponibilizou assessoria jurídica para o prefeito, na pessoa do advogado Paulo Borges. ?Até o momento não há culpabilidade comprovada. Vamos aguardar o julgamento final?, informou Oliveira. A reportagem da Gazeta não conseguiu fazer contato com nenhum membro do dirétorio estadual do PMDB. O partido tem três prefeitos envolvidos no esquema de corrupção: Danilo Dâmaso, de Marechal Deodoro, Marcos Paulo do Nascimento, de Matriz do Camaragibe, e Cícero Cavalcante, de São Luiz do Quitunde. A Gazeta conseguiu entrar em contato, por telefone, com o deputado federal Olavo Calheiros, mas o parlamentar disse apenas que não tinha nenhuma informação para dar. Após a reportagem insistir, o deputado abruptamente desligou o telefone.

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