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Filha de D�maso dep�e e � liberada

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PETRÔNIO VIANA Repórter A Polícia Federal (PF) ouviu, na manhã de ontem, o depoimento da prefeita em exercício de Marechal Deodoro, Danielle Dâmaso, dentro das investigações que apuram o envolvimento de prefeitos, ex-prefeitos, empresários e secretários municipais no esquema de desvio de recursos federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para compra de merenda escolar para escolas do interior do Estado. A prefeita em exercício chegou à sede da PF às 10 horas, horário marcado para o início do depoimento. Na chegada, o advogado Guilherme Lopes, que acompanhava a prefeita, disse que não sabia se haviam acusações contra ela, mas acreditava que Danielle Dâmaso prestaria depoimento na qualidade de testemunha. A prefeita deixou o prédio às 11h40 sem fazer declarações à imprensa, mas seu advogado informou que ela não havia sido indiciada no inquérito policial. Sobre o que foi o motivo pelo qual Danielle Dâmaso teria sido intimada a depor, Lopes declarou apenas que ?não poderia dizer nada por causa do segredo de justiça?. O pai de Danielle, Danilo Dâmaso, prefeito da cidade, continua preso por envolvimento no esquema. Na manhã de ontem a PF ouviu também o depoimento de Isabel Cristina da Silva Telles, que exerce a função de técnico contábil das prefeituras de São Luís do Quitunde e Matriz do Camaragibe. Isabel Telles chegou às 10h30 e prestou depoimento até às 11h50. Ela entregou mais documentos de contabilidade da prefeitura de Matriz do Camaragibe, que irão se juntar às outras caixas de documentos que foram entregues na sede da PF na tarde de quinta-feira passada. O advogado de Isabel Telles, Gedir Medeiros Júnior, explicou que a função dela dentro das prefeituras era somente conferir os valores das notas fiscais que entravam e dos saques nas contas bancárias das prefeituras. ?Ela [Isabel] só conferia a compensação. As notas chegavam e ela conferia a saída do dinheiro. Não tinha acesso a licitações ou à entrega do material comprado?, disse. Isabel Telles também não foi indiciada no inquérito policial. A assessoria da PF informou que já foi apreendida a caminhonete Nissan X-Terra que era utilizada pelo empresário e ex-prefeito de Rio Largo, Rafael Torres, acusado de comandar o esquema de corrupção. O veículo estava em nome do assessor do deputado estadual Cícero Amélio (PMN), Thiago Firmino de Menezes, indiciado pela PF por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro na última terça-feira. Na proxima segunda-feira, o desembargador federal Marcelo Navarro, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, deve decidir se os acusados de envolvimento no esquema serão transferidos da carceragem da PF para o presídio Baldomero Cavalcanti. Segundo informações obtidas pela Gazeta, os acusados estariam em ?pânico? com a possibilidade de serem transferidos, não somente pela vergonha de ficarem detidos em um presídio, mas principalmente por temerem passar pela mesma exposição que aconteceu no dia 17 de maio, quando foram presos pela Polícia Federal.

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