loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Para Lessa, dados do Ipea s�o rid�culos

Ouvir
Compartilhar

ODILON RIOS Repórter A divulgação dos dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, na semana passada, colocando Alagoas entre os piores indicadores do País em dados irritou o governador Ronaldo Lessa (PDT). ?Aquilo é ridículo. Esse Ipea eu não conheço. Não vi data naquilo?, disse. O instituto é ligado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A reclamação do governador é que os dados não apontaram o crescimento que, segundo ele, o Estado sentiu desde 1999, quando assumiu o mandato pela primeira vez. ?Não diz que o Estado de Alagoas foi o que mais cresceu no IDH [Índice de Desenvolvimento Humano], não diz que o Estado fez uma revolução na educação, que aumentou em 30% número de vagas. Não tenho nada a dizer sobre esse instituto?, disse o governador, antes de participar da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico. Pelos índices publicados, Alagoas é campeã em mortalidade infantil, em analfabetismo e tem a maior proporção de pobres do Brasil. Ainda segundo os números, os trabalhadores no Estado têm a segunda pior renda, na média nacional. Os dados mostraram também que 67,8% dos negros em Alagoas são pobres. Antes da reunião, Lessa esbravejou sobre os dados do Ipea com alguns secretários, entre eles, o secretário da Célula de Desenvolvimento Econômico, Arnóbio Cavalcanti Filho, a quem abraçou e caminhou pelo Salão dos Conselhos. Depois, dirigiu-se à mesa, sentou-se e reclamou do Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela contagem da população e sua condição de vida. A reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico, que ocorreu no fim da manhã, discutiu, entre outros assuntos, a construção do Canal do Sertão, a transposição do rio São Francisco. Operação Gabiru Sobre o convite feito pela Polícia Federal ao secretário de Educação, Maurício Quintella para prestar depoimento na Operação Gabiru, Lessa disse apenas que ?o Maurício nunca se negou a prestar informação à Polícia Federal?. Segundo o governador, o secretário estaria marcando ?data, local e horário?. Nenhum membro governista presente à reunião se arriscou a tecer algum comentário. ### Apoio total à transposição do rio Único governador dos estados banhados pelo Rio São Francisco a defender a transposição, o governador Ronaldo Lessa (PDT) voltou a falar ontem do projeto e classificou os políticos que tentam transformar a transposição em palco eleitoral de ?safados? e ?aproveitadores?. ?Apóio, apóio, apóio. O brasileiro não pode negar água a ninguém. É uma situação de covardia, indecente até de você negar água para quem quer beber. Sou intransigentemente defensor da água para quem tem sede e acho que a sociedade deveria ser bem informada. O que existe é um bocado de político safado, aproveitador, que quer fazer política às custas disso?, disse o governador, antes de começar a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico, que discutiu, entre outros assuntos, a transposição do Rio. O rio atravessa cinco estados brasileiros: Minas Gerais, Bahia, Sergipe e Alagoas, onde desemboca. Enfático, o governador citou a ?coragem? do governo Lula em tocar a obra. O coordenador-geral do projeto São Francisco, Pedro Brito, disse que o projeto será colocado em prática em julho e terá dois anos para conclusão: ?Relativamente em Alagoas estamos analisando impactos imediatos: a revitalização do Rio São Francisco, especialmente na foz, onde os ribeirinhos vêm sofrendo há muito tempo pelas modificações que o rio sofreu em função das barragens criadas para fins de geração de energia elétrica, que trouxe grandes benefícios para o Nordeste, mas trouxe problemas aos ribeirinhos. Os números da transposição ou integração das bacias impressionam: o orçamento previsto é de R$ 4,5 bilhões, sendo R$ 500 milhões em 2005, R$ 2 bilhões em 2006 e R$ 2 bilhões em 2007. Segundo o coordenador, foram investidos R$ 30 milhões em 2004 para a revitalização do rio e R$ 100 milhões este ano. Mais R$ 660 milhões foram, de acordo com o coordenador, para obras de saneamento básico. ?Vários governadores concordam com o projeto. O governador Ronaldo Lessa é defensor do projeto porque ele compreendeu a dimensão social e econômica não só para o Nordeste mas para o país como um todo?, disse Brito, completando: ?Dos governadores integrantes da bacia, só o governador Ronaldo Lessa se posicionou [a favor]?. |OR

Relacionadas