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Política

Especialistas debatem a corrup��o

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AGÊNCIA SENADO Brasília Com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de políticos, ambientalistas, estudiosos e representantes de mais de cem países foi aberta ontem, em Brasília, a quarta edição do Fórum Global de Combate à Corrupção, maior evento anticorrupção do mundo. O evento será encerrado na próxima sexta-feira. É a primeira vez que o Brasil sedia o encontro, que já foi realizado nos Estados Unidos, na Holanda e na Coréia do Sul. A organização do evento espera a participação de mais de mil pessoas, entre representantes de governos, da sociedade civil e de organismos internacionais. Já confirmaram presença o diretor de Governança Global do Instituto do Banco Mundial, Daniel Kaufmann, e o diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime e subsecretário-geral da Organização das Nações Unidas, Antônio Maria Costa, que deve se reunir com os parlamentares hoje, para tomar conhecimento de todas as denúncias e das providências que devem ser tomadas. A realização do fórum sobre corrupção num momento em que o cenário político brasileiro esta às voltas com a instalação da CPI Mista dos Correios e com denúncias de que o governo pagou propina aos parlamentares aliados pelo apoio, o ?mensalão?, é mera coincidência, já que a realização do evento no Brasil foi definida há dois anos. O contexto político, no entanto, vai dar o tom de algumas atividades do encontro, como a solenidade de abertura e alguns dos painéis. Com o tema central ?Das Palavras à Ação?, a quarta edição do Fórum Global de Combate à Corrupção quer ir além dos debates. A idéia é basear os trabalhos em estudos de caso, valorizando experiências bem sucedidas na prevenção e combate à corrupção e na promoção da transparência dos atos na administração pública. Os casos vão servir de subsídio para a elaboração do relatório final do encontro, que vai definir de medidas de aprimoramento do combate à corrupção, enquanto a convenção da ONU sobre o tema não pode ser efetivada. Durante os quatro dias de evento serão realizadas oito oficinas, que discutem temas como os acordos internacionais já existentes, a lavagem de dinheiro, as fraudes em licitações públicas, os mecanismos de acompanhamento e fiscalização existentes, entre outros; além de painéis sobre o papel dos meios de comunicação no combate à corrupção, o financiamento político, as experiências brasileiras relativa ao tema.

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