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Helo�sa critica reforma pol�tica

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AGÊNCIA SENADO Brasília A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) afirmou, na noite deontem que a reforma política que vem sendo defendida pelo governo para acabar com a corrupção é uma farsa. Ela reconhece a importância do tema, mas disse acreditar que ele vem sendo abordado por interesse. ?O debate, da forma como está sendo feito, é de puro moralismo farisaico. Querem viabilizar a mentira da fidelidade partidária, que deveria ser fidelidade ao programa do partido, e não às conveniências do chicote político. Isso tudo é para possibilitar o acordo PT-PMDB?, atacou. Igualmente mentirosa, para Heloísa Helena, é a idéia da ?agenda positiva para o País?, que também vem sendo defendida por membros do governo. ?É mais uma tática diversionista e fraudulenta para obscurecer as denúncias de corrupção e ludibriar a opinião pública. Agenda positiva para o Brasil seria combater os saques aos cofres públicos e dar continuidade ao trabalho do Senado, que nada tem a ver com CPI?, argumentou. Heloísa Helena lembrou que a legislação brasileira prevê punição para todos esses crimes que vêm sendo cometidos contra a administração pública, mas ressaltou que o problema é que ?a lei se torna flexível para o grande?. A senadora citou a Bíblia para explicar o atual momento político do País. ?Quando Cristo escolheu Judas, ele não era um ladrão, mas um homem de bem, ao contrário do que se faz hoje. O presidente Lula, ao entregar o aparelho de Estado a delinqüentes ilustres, sabe o que está acontecendo. O presidente age como Pilatos, que conseguiu ser pior que Judas. Pilatos lavou as mãos para se preservar no pode?, comparou Heloísa disse ainda que a relação do PT com o PSDB é ?um misto de paixão desenfreada e amor platônico?. ?Eu fico absolutamente impressionada ao observar como o PSDB do presente tenta ser o PT do passado, assim como o PT do presente tenta ser, a todo custo, o PSDB do passado?, observou ela O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) não concordou. ?O PSDB é um partido tolerante; o PT, não. O PSDB governou por oito anos e legou uma democracia muito mais consolidada. O presidente Fernando Henrique Cardoso conviveu com 32 CPIs. Tinha autoridade sem ser autoritário. Além disso, o PSDB é coerente. Eles mudaram?, rebateu. Flávio Arns (PT-PR), por sua vez, disse que o PSDB perdeu a oportunidade única de liquidar a dívida pública externa e interna pela privatização do patrimônio público. ?Foram R$ 300 bilhões, o que seria suficiente para acabar com a dívida e, ao mesmo tempo, fazer toda a infra-estrutura que o país precisasse. Acho que devemos tocar para frente, sem fazer comparações?, defendeu.

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