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Am�lio dep�e e � indiciado pela PF

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PETRÔNIO VIANA Repórter O deputado estadual Cícero Amélio (PMN) é o mais novo indiciado no inquérito policial que apura o desvio de verbas federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para compra de merenda escolar no interior do Estado. Na última segunda-feira, agentes da Polícia Federal (PF) foram até a Assembléia Legislativa do Estado (ALE) para entregar ao presidente da Casa, deputado Celso Luiz (PSB), o convite para que Amélio comparecesse para depor. Amélio chegou à sede da PF às 10h20 de ontem. Na entrada do prédio, o deputado disse não saber o motivo da convocação. ?Fui convocado para prestar uns esclarecimentos e não sei que esclarecimentos são esses. A convocação não explica o que é?, declarou. Cerca de vinte minutos antes de Cícero Amélio, o vereador Berg Hollanda (Prona) chegou à sede da PF. Ele explicou que tinha ido acompanhar o deputado. ?Eu sou aliado e amigo dele e amigo é para as horas ruins também?, disse. Amélio tem onze irmãos e nenhum deles esteve na PF para dar apoio ao deputado. O vereador Christiano Mateus (PFL) também esteve na sede da PF acompanhado de uma equipe de reportagem de emissora de TV em que trabalha. O depoimento de Cícero Amélio estendeu-se por quase três horas. Quando ele deixou o prédio da PF já passava de 13 horas. Na saída o deputado confirmou que havia colaborado com as investigações. O deputado deixou a PF indiciado nos crimes de peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. ?Esperava vir colaborar, como colaborei. Fui indiciado, e vou prestar meu depoimento na Justiça. Vou provar minha inocência. Acho que participei colaborando com meu depoimento para que as investigações tenham continuidade?, avaliou Amélio. Ele disse ainda que ?não imaginava nunca ser indiciado como eles [a PF] me indiciaram?. Segundo a assessoria da PF, o deputado teria participado de uma viagem para Portugal, no mês de março deste ano, em companhia do juiz da comarca de São Luís do Quitunde, Odilon Marques Luz e do ex-prefeito de Rio Largo, Rafael Torres, acusado de ser o líder da quadrilha que desviava verbas do FNDE. Os três viajaram acompanhados das esposas. A passagem aérea de Amélio, ainda de acordo com a PF, teria sido paga com recursos da prefeitura de Porto Calvo. O juiz também deveria ter prestado depoimento ontem à tarde, mas alegou indisponibilidade de horário e se dispôs a depor amanhã pela manhã, na Corregedoria Geral de Justiça. A PF não confirmou se aceitou a proposta. Os prefeitos de Porto Calvo, Carlos Eurico Leão e Lima, o Kaíka (PSB) e de São Luís do Quitunde, Cícero Cavalcante (PMDB), continuam detidos na sede da PF por envolvimento no esquema de corrupção. Em 2004, o deputado Cícero Amélio foi um dos principais articuladores da campanha eleitoral do prefeito Kaíka. A assessoria da PF informou que o objetivo da viagem teria sido adquirir Euro, a moeda corrente da comunidade européia, muito valorizada internacionalmente, com dinheiro proveniente dos desvios feitos pela quadrilha. Isso explicaria a grande quantidade dessa moeda encontrada pela PF na casa de Rafael Torres, no dia em que foi deflagrada a Operação Gabiru no Estado. O deputado Cícero Amélio disse que o objetivo da viagem foi ?passear? e negou que as passagens dele e de sua esposa tivessem sido pagas pela prefeitura de Porto Calvo. ?As minhas passagens, eu paguei. O objetivo da viagem foi fazer turismo?, disse Amélio. Afastamento O Diário Oficial do Estado publicou, em sua edição de ontem, o afastamento do procurador-chefe do Tribunal de contas de Alagoas (TC-AL), José Correia Torres. O próprio procurador colocou seu cargo à disposição da presidência do TC, com a justificativa de não trazer constrangimento para a entidade. Torres foi indiciado pela PF, no último dia 31, por envolvimento no esquema de desvio de recursos federais do FNDE. Ele é acusado de corrupção passiva, formação de quadrilha e advocacia administrativa. ### Número de indiciados sobe para 51 O trabalhador autônomo José Rodrigues de Andrade Filho foi indiciado pela Polícia Federal (PF), na manhã de ontem, no esquema de desvio de recursos federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Rodrigues chegou ao prédio da PF às 10 horas e às 10h45 seu depoimento já tinha sido encerrado. O advogado Gedir Medeiros Júnior explicou que seu cliente não respondeu aos questionamentos da PF e foi indiciado por falsidade ideológica, uso de documento falso, formação de quadrilha e crime contra a lei de licitações. De acordo com o advogado, Rodrigues teria sido indiciado por ser amigo do empresário Francisco Erivan dos Santos, proprietário da empresa Correia e Sá Ltda e um dos ?cabeças? do esquema de corrupção. O advogado não soube dizer se Rodrigues chegou a ser funcionário de Erivan ou não. Segundo a assessoria da PF, Rodrigues participava do esquema de corrupção cooptando sócios laranjas para as empresas usadas como fachada para desviar recursos federais e teria em seu nome diversas outras empresas. Agora são 51 pessoas indiciadas por envolvimento no desvio de recursos do FNDE. Esse número pode aumentar até o próximo dia 15, quando o delegado federal Andrei Passos deverá encaminhar o relatório final do inquérito ao desembargador Marcelo Navarro, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife. |PV

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