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PF investigar� Caixa por favorecimento

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PETRÔNIO VIANA Repórter O superintendente regional da Polícia Federal (PF) em Alagoas, Carlos Rogério Cota, determinou a abertura de inquérito para investigar as denúncias de empresários da construção civil, publicadas pela Gazeta desde o domingo passado, segundo as quais a Caixa Econômica Federal (CEF) no Estado estaria favorecendo a imobiliária Soares Nobre, na comercialização de imóveis construídos com recursos do Programa de Imóvel na Planta (PIP). Rogério Cota declarou que vinha acompanhando as denúncias pelo jornal e ficou surpreso com a quantidade de irregularidades apontadas pelo empresários. ?A apuração de irregularidades na Caixa Econômica é de responsabilidade da Polícia Federal. O material usado na abertura do inquérito é uma coletânea das matérias publicadas pela Gazeta desde domingo até hoje [ontem]. Eu esperei a continuidade das matérias para tomar um posicionamento?, disse o superintendente. Um delegado federal será designado para presidir o inquérito e as acusações feitas pelos empresários da construção civil deverão começar a ser apuradas a partir da próxima semana. ?Nós vamos apurar a veracidade dessas denúncias, coletar mais dados e verificar a documentação apresentada por esses empresários?, informou Cota. O superintendente explicou que as investigações deverão seguir a rotina normal da PF. Segundo ele, todas as pessoas citadas pelas reportagens da Gazeta deverão ser convocadas para prestar esclarecimentos sobre as denúncias. Os responsáveis pelos procedimentos abordados no material publicado também deverão ser interrogados pela PF. Rogério Cota informou que, conforme o Código de Processo Penal, o prazo para a conclusão do inquérito é de trinta dias, prorrogáveis pelo mesmo período quantas vezes forem necessárias até que a PF tenha coletado uma quantidade suficiente de dados para a elucidação dos fatos. ?Nesse paríodo de tempo, outros fatos podem surgir. A punição dos envolvidos vai depender das investigações e da interpretação da Justiça Federal?. ### Imobiliária tem vínculo familiar com a Caixa Na edição do último domigo (5), a Gazeta divulgou as denúncias de um grupo de construtoras alagoanas sobre o suposto favorecimento da superintendência regional da Caixa Econômica Federal a uma imobiliária de Maceió, para venda em projetos financiados por meio do Programa Imóvel na Planta (PIP). Esse programa, criado há cerca de dois anos, tem recursos da ordem de R$ 7,7 bilhões para serem aplicados em projetos voltados para a área urbana e dotados de infra-estrutura básica. Segundo a denúncia, o esquema favoreceria à imobiliária Soares Nobre, de propriedade de Emanoel Soares Nobre, funcionário da Caixa Econômica e irmão do atual superintendente da instituição, Edmilson Soares Nobre. Os recursos para o PIP, provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), bem como do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e dos próprios beneficiários, destinam-se a imóveis ainda na planta ou já em fase de construção, diretamente a pessoas físicas. A Soares Nobre teria exclusividade na comercialização dos imóveis construídos com recursos da Caixa. As construtoras que contratarem outras imobiliárias para suas vendas, seriam obrigadas a pagar comissão à Soares Nobre. Defesa Nesta semana, o assessor de comunicação da Caixa, Pedro Paes, negou as denúnicas de prevaricação feitas pelos empresários, envolvendo o superintendente. Ele afirmou que a escolha da imobiliária é feita pela construtora, sem ingerência ou controle da Caixa. Paes negou também que a Soares Nobre detenha 100% dos empreendimentos para comercialização. O assessor disse ainda que a empresa de Márcio Raposo, uma das mais conhecidas imobiliárias do Estado, teria sido escolhida pela Construtora B. Santos para a comercialização de um PIP. Na última terça-feira, Márcio Raposo afirmou que as denúncias alimentam comentários no setor há pelo menos seis meses. ?Todos os empreendimentos financiados pelo PIP vão para a mesma imobiliária?, acusou. |PV

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