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quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
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Sem acordo, Justi�a continua parada

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FÁTIMA ALMEIDA Repórter O governador Ronaldo Lessa (PDT) se reuniu ontem com o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Estácio Gama de Lima, para discutir o aumento do duodécimo do poder Judiciário, pleiteada pelo Tribunal para aumentar os salários de seus servidores. Após o encontro com o presidente do TJ, o governador anunciou que o assunto será discutido na próxima segunda-feira pelos representantes das secretarias do Planejamento, da Fazenda e do Tribunal de Justiça. ?O presidente me falou da necessidade de aumentar o duodécimo do Judiciário, devido ao crescimento no número de juízes e serventuários contratados. Estou sensível à situação. Entendemos que é preciso que a comissão discuta melhor essa questão para chegarmos a um consenso?, disse Lessa. O governador e o presidente do TJ voltarão a se reunir na próxima terça-feira. Só o essencial Enquanto o governador e o presidente do TJ não chegam a um acordo, os serventuários continuam em greve. Embora estejam mantendo os 30% de serviços emergenciais, inclusive os plantões de final de semana, a avaliação do movimento, segundo o presidente do Sindicato da categoria, Edmilson Rocha, é de que mais de 50 mil processos estão parados, no já congestionado trâmite judiciário. Ele considera bom o nível de adesão à paralisação, e o movimento nas varas e comarcas parece confirmar. Na capital, apenas as varas Penal e da Família estão funcionando. ?Os funcionários são parentes dos desembargadores?, acusa Edmilson. Algumas comarcas do interior aderiram parcialmente; outras funcionam normalmente, como a de Penedo, ?porque houve pressão e os serventuários, principalmente os que estão em estágio probatório, cederam?. Ontem, o Fórum de Maceió estava aberto, mas quase que totalmente esvaziado. Apenas o serviço de distribuição continua ativo. ?Estamos mantendo os 30% e os plantões de final de semana, mas também estamos fazendo mobilizações nos locais de trabalho, para garantir a adesão?, disse Edmilson. Na frente do Fórum do Barro Duro, em Maceió, um carro de som e uma tenda servem de apoio ao movimento. De acordo com Edmilson Rocha, as negociações não avançaram desde o último dia 3, quando foi deflagrada a greve. Na última terça-feira uma comissão de servidores entregou ao presidente do TJ, Estácio Gama, a pauta de reivindicações, que inclui o pedido de reajuste de 50%, retroativo a janeiro deste ano. ?Ele disse que não pode atender às nossas reivindicações, porque depende do governador. Estamos aguardando esse entendimento entre eles, mas continuamos em greve, porque estamos negociando há 10 anos?, disse o dirigente sindical. Edmilson afirmou que os serventuários tiveram a promessa de um reajuste de 10% em março, que não foi implantado. Lembrou, também, que o Tribunal de Contas concedeu reajuste de 10% aos seus servidores, e a Assembléia Legislativa 30%. Além disso, segundo ele, estão ocorrendo atrasos no pagamento de 1/3 de férias aos servidores da Justiça; perderam gratificações nos últimos anos e levam quatro, cinco meses para receber o pagamento dos plantões. Os servidores querem também a nomeação de uma comissão para estudar a minuta do Plano de Cargos e Carreira da categoria.

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