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Plano Diretor provoca desentendimento

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A apreciação do Plano Diretor de Maceió ficará para o segundo semestre, previu o líder do governo na Câmara, José Márcio Maia (PTB). O texto com a proposta do Executivo para o Plano Diretor, documento que traz todos os detalhes da ocupação e uso do espaço urbano em Maceió, exigência do Estatuto das Cidades para ser cumprida até o ano que vem e considerado o projeto mais importante a chegar à Câmara este ano, foi lido na sessão de ontem, primeira etapa de sua tramitação. ?Após a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), entraremos em recesso?, disse Zé Márcio. A LDO é a lei que serve de base para a elaboração do Orçamento do ano que vem e está prevista para hoje uma sessão pública para discuti-la. ?O Plano Diretor vai exigir muitas discussões, e a realização de sessões públicas; para o qual não cabe regime de urgência?, concorda o vereador Judson Cabral (PT). A proposta de Plano Diretor levou dois anos para ser elaborada e, quando aprovada vai estabelecer, desde que áreas podem ser destinadas para construção de supermercados a espaços de eventos. Mas, a chegada da mensagem causou mal-estar entre Cabral e o presidente da Câmara, Arnaldo Fontan (PFL). O petista alegou que, pela importância do projeto, o próprio prefeito deveria tê-lo levado à Câmara; ou pelo menos o secretário de Planejamento, Elionaldo Magalhães. Fontan disse que o texto lhe foi entregue pessoalmente por Cícero Almeida e chegou a irritar-se ao negar que a Câmara tenha sido desprestigiada. |FF

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