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Autom�veis devem ficar com a PF, assim como os presos

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Além de toda documentação, armas e computadores recolhidos durante as investigações do desvio de verbas federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a Polícia Federal (PF) apreendeu ainda dez veículos pertencentes aos acusados de envolvimento com a organização criminosa comandada pelo comerciante e ex-prefeito de Rio Largo, Rafael Torres. Desses dez veículos, sete encontram-se no pátio da superintendência da PF, no bairro do Jaraguá, inclusive a caminhonete preta Nissan X-Terra, placa KFS 2971, cujo financiamento está em nome do deputado estadual Cícero Amélio (PMN), mas era usada por Rafael Torres. A PF afirma que o deputado teria ajudado Torres a adquirir o automóvel com recursos desviados pela quadrilha, uma vez que a aquisição não poderia ser justificada à Receita Federal. O deputado foi indiciado no inquérito que será entregue hoje à Justiça Federal. Ele é acusado de peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Amélio não quis fazer declarações sobre o assunto, mas anunciou para hoje uma entrevista coletiva para falar sobre o assunto. Até ontem à noite, o horário e o local da entrevista não tinham sido confirmados. O presidente da Assembléia Legislativa do Estado (ALE), deputado Celso Luiz (PSB), também foi ouvido pelos investigadores que apuram os desvios de recursos federais. Celso não foi indiciado nessa investigação. Os outros veículos apreendidos pela PF são um Celta preto, placa KLP 8174; um Pálio preto, placa MUF 9374; uma caminhonete L200, placa MUU 2266; uma Intercooler Tracker, placa MVG 0799; um Corolla cinza, placa MVG 4303 e uma Eco Sport preta, placa MUJ 1612. Os carros serão usados pela Polícia Federal no combate ao crime ou encaminhados para leilão público. Segundo o delegado Andrei Passos, que comandou as investigações, a Operação Guabiru foi um sucesso. ?Todos os objetivos da operação foram atingidos, todas as pessoas indiciadas estão comprometidas com o crime. A avaliação das provas vai levar à condenação?, declarou. Segundo Passos, com a entrega do relatório à Justiça Federal, os acusados poderão entrar com pedidos de relaxamento de prisão e habeas-corpus. ?A maioria vai responder em liberdade, mesmo porque, dos 54 indiciados apenas 19 então presos?, lembrou. O superintendente da PF em Alagoas, Rogério Cota, negou mais uma vez a possibilidade de transferência dos detentos para a Academia da Polícia Militar ou para o presídio de segurança máxima Baldomero Cavalcanti. ?Os presos são de responsabilidade da PF. Eles vão permanecer aqui?, concluiu. |PV

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