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Fim do d�zimo divide partidos em AL

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ODILON RIOS Repórter A extinção da cobrança do dízimo, determinada nada semana passada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), gerou reclamações entre dirigentes de partidos alagoanos, mas não deve criar problemas financeiros às legendas alagoanas. É o que pensam os três partidos que dominam as administrações do Estado e do município: PSB, PDT e PTB. No município, existem cerca de 900 cargos comissionados; no Estado, são 2.037. Na prática, os comissionados não precisarão mais doar 5% dos salários para abastecer os escritórios das legendas. A vice-presidente estadual do PSB, a secretária de Saúde Kátia Born, discordou da extinção e alfinetou: ?Se proíbem o dízimo dos partidos, daqui a pouco vão entrar com pedidos para não cobrar o dízimo das igrejas?, disse. Mas, segundo ela, o dízimo cobrado pelo PSB era voluntário: ?Acho essa decisão muito equivocada porque é um direito do partido investir em seus filiados?, acrescentou Born, completando: ?Isso não vai influir muito [no PSB]?. A legenda arrecada atualmente R$ 70 mil/mês, e teve queda quando perdeu a administração da capital, nas eleições do ano passado. O secretário regional do PDT, Welisson Miranda, reclamou da extinção: ?Com certeza isso vai dificultar a vida do partido?, destacou. De acordo com o dirigente, ?nenhum partido sobrevive sem colaboração?. Segundo ele, está sendo articulada uma reunião com o governador Ronaldo Lessa (PDT) para discutir o assunto: ?A minha idéia é que o partido estabeleça um carnê e aqueles que têm cargo de confiança depositem na conta do partido?, disse o secretário. Membros com cargos comissionados e que estavam no PSB migraram ao PDT, a pedido de Lessa, e descontam o valor do dízimo aos pedetistas. Atualmente, o PDT arrecada R$ 30 mil/mês. Os comissionados que mudaram de partido foram indicados pelo governador. Comedido Já o PTB está mais comedido. Analisa em Brasília, com um escritório jurídico, o impacto da decisão. ?Não arrecadamos ainda [o dízimo] dos cargos comissionados na prefeitura?, disse o coordenador político do partido, Arecy de Freitas, também vice-prefeito de União dos Palmares. ?Vamos nos orientar pelo parecer do nosso escritório?. Na prática, a decisão do TSE faz parte da proposta de reforma política, hoje tramitando no Congresso Nacional, e que inclui ainda o financiamento público de campanhas. Semana passada, líderes de todos os partidos na Câmara e no Senado, incluindo os presidentes do Congresso, Renan Calheiros (PMDB/AL), e da Câmara, Severino Cavalcanti (PP/PE) decidiram tentar limpar a pauta das Casas para poder votar a reforma, que tem até o dia 30 de setembro deste ano para passar no legislativo federal, segundo prazos do TSE, para ser aplicada na eleição do ano que vem.

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