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Governador tira Ricardo M�ro da PGE

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ODILON RIOS Repórter O procurador-geral do Estado, Ricardo Méro, está fora do governo. A decisão saiu ontem, depois de uma conversa entre Méro e o governador Ronaldo Lessa (PDT), no Palácio Floriano Peixoto, pela manhã. Em seu lugar, assume, na semana que vem, a procuradora de Estado Idelva Santos Ferreira Pinto, que é defensora Pública Geral do Estado. A exoneração será publicada nos próximos dias no Diário Oficial do Estado. A posse da substituta será na segunda-feira, às 10h30, na Sala de Conselhos do Palácio. O substituto de Idelva na Defensoria Pública será Pedro Rego. Segundo o governo, o motivo da saída de Méro é ?mudança na equipe?, conforme justificativa oferecida pelo secretário de Comunicação, Joaldo Cavalcante. ?O governador só tem a agradecer a atenção do procurador Ricardo Méro?, disse Cavalcante. MÉRO FALA EM ?PRESSÃO? Ouvido pela Gazeta, o agora ex-procurador-geral deu sua versão para a perda do cargo: ?O governador recebeu pressão da cúpula do governo?. Para Méro, o caso está ligado ao recebimento do dinheiro dos precatórios. Em dezembro do ano passado, Ricardo Méro teve um acidente de carro e problemas na bexiga (causados pelo acidente, de acordo com ele). Sob essa alegação, ele conseguiu que seu processo de recebimento de precatórios passasse à frente de outros. O governador Ronaldo Lessa só soube do caso da comercialização dos precatórios pela imprensa e, irritado, chegou a utilizar o termo ?tráfico de influência? para se referir àqueles que receberam o dinheiro dos precatórios que pertenciam ao governo. Na época, Lessa não falou em ?demissão?, mas em ?punição?. O resultado, porém, é que dois membros do governo foram demitidos recentemente: antes de Méro, no começo da semana, o secretário-adjunto da Receita Estadual, Evandro Lôbo, foi demitido do cargo. ?Não estou chateado?, resumiu Méro, que volta ao posto de procurador de Estado. O motivo, ele admitiu, foram os precatórios recebidos antecipadamente. ?Entrelinhas? Em conversa com Lessa no Palácio, Méro disse que o governador não utilizou a palavra ?pressão? ao se referir à sua saída da chefia da PGE. ?Ele não usou esse termo, mas, nas entrelinhas, a conversa era que existia a vontade do grupo [do governador]?, contou ele. Ricardo Méro foi subprocurador geral do Estado em três governos: Moacir Andrade (1989/1991), Geraldo Bulhões (1991/1994) e Manoel Gomes de Barros (1997/1999). É procurador de Estado desde 1981 e estava no cargo havia três anos e quatro meses. Desde que Lessa assumiu o governo, em 1999, até ontem, a Procuradoria Geral do Estado de Alagoas já teve três chefes: Romany Cansanção, Paulo Lôbo e Ricardo Méro. Agora, terá o quarto titular. Semana que vem Contactada pela Gazeta, a futura nova procuradora, Idelva Santos Ferreira Pinto, 56, disse que só falaria sobre seu novo cargo semana que vem, depois que tomar posse. Idelva é procuradora de Estado há 19 anos. Na PGE, já foi coordenadora da Procuradoria de Defensoria Pública, conselheira do Conselho Superior da Advocacia Geral do Estado em três mandatos, corregedora Geral da PGE, chefe de gabinete da procuradoria, subsecretária de Justiça e Cidadania e, ultimamente, defensora Pública Geral do Estado.

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