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Lula pede mais participa��o do PMDB

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ROSE ANE SILVEIRA Folha Online O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs ontem ao PMDB maior apoio e participação da legenda no primeiro escalão do governo para garantir uma base de sustentação sólida no Congresso Nacional. Em um almoço no Palácio do Planalto, Lula teria garantido ainda que o PMDB teria ?comando por inteiro? do ministério que fosse oferecido aos integrantes do partido. Quatro ministérios teriam sido oferecidos. Segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que participou do almoço, a proposta será agora levada às instâncias partidárias para saber se há aceitação da proposta. ?O que ficou claro foi o fortalecimento do PMDB e a sua importância agora para o governo?, disse Calheiros. O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), que também participou do almoço, informou que o presidente convidou o PMDB para integrar um governo de coalizão com compromisso político de fazer um pacto em favor da governabilidade. Ele informou ainda que agora o PMDB vai fazer suas consultas e, na próxima semana, haverá uma nova reunião em que o PMDB apresentará uma resposta ao presidente Lula. O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), que defendia a necessidade de uma convenção, amenizou seu discurso. Temer declarou que iniciaria as consultas por telefone ontem mesmo. ?Todas as lideranças partidárias devem ser ouvidas. Uma reunião do partido deve ser agendada já para a próxima semana, mas não se cogita neste momento a realização de uma convenção?, explicou Temer. ?Vamos conversar com os setores do partido?. Renan disse que o PMDB sempre defendeu a governabilidade e avaliou que este é o momento para que o partido entre no jogo e evite que ?uma crise política se transforme em uma crise econômica?. Ainda de acordo com Renan, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu urgência na resposta do PMDB. ### Eleição 2006 fica de fora das negociações Atualmente, os peemedebistas controlam dois ministérios, o das Comunicações e o da Previdência. Nem Aloizio Mercadante, nem os peemedebistas que participaram da reunião adiantaram qual será o novo tamanho do partido no governo. A negociação para a segunda reforma ministerial não passa, pelo menos até agora, por uma aliança entre PT e PMDB para as eleições de 2006. Michel Temer é da ala que defende a candidatura própria à presidência da República. Nas negociações para a segunda reforma, abortada anteriormente por causa da pressão do PP por mais espaço, Lula chegou a estudar com Calheiros e com o líder do partido no Senado, Ney Suassuna (PB), em quais Estados seria viável uma aliança entre PT e PMDB. De acordo com as conversas de ontem, as negociações para 2006 estariam suspensas. ?[A reforma ministerial] nada tem a ver com o processo eleitoral de 2006. O PMDB seguirá o seu caminho?, afirmou Temer. ?O presidente quase que expressamente excluiu a possibilidade da aliança?, continuou. Pretensões eleitorais O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá dispensar na reforma ministerial em curso todos os ministros que tiverem pretensões eleitorais no ano que vem, mantendo apenas os nomes daqueles que tiverem o compromisso com o cargo até o fim do governo. A informação é do ministro da Educação, Tarso Genro. ?O que o presidente tem colocado é que ele não quer mais mudar o ministério daqui para adiante. E não querendo mudar o ministério, certamente ele tem como conceito que aqueles que vão ficar no governo devem ter o compromisso de permanecer no governo até o final. Ele não quer mais mudar o ministério depois dessa reforma?, disse o ministro após solenidade no Palácio do Planalto. Mesmo reafirmando que o PT não está reivindicando a demissão do ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, Tarso Genro defendeu o nome do ministro Jaques Wagner para a pasta, caso o presidente opte pela troca. ?Obviamente, não tenho informação, nenhum de nós tem informação se o ministro Aldo vai sair. Porque o ministro Aldo é um quadro competente, um quadro de alto nível?.

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