Política
Presidente do TSE defende elei��o �nica
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Velloso, defendeu, em Curitiba, a unificação do calendário eleitoral para todos os níveis de eleição. Também defendeu o fim da reeleição e que os mandatos passem a ser de seis anos. ?Se ocorresse uma ampliação destes [atuais] mandatos, você faria uma única eleição em 2008?, afirmou. Ele ressalvou que isso não significa que esteja defendendo a ampliação do mandato o presidente Lula e dos governos estaduais em dois anos. Mas não descartou essa hipótese. ?Eu não penso no quadro atual. Lanço uma idéia em abstrato, não estou pensando no presidente da República atual, nos governadores, prefeitos, nenhum deles. A idéia é posta em abstrato, não em concreto?, disse. O argumento de Velloso é que um país carente de dinheiro para as áreas sociais não pode despender R$ 600 milhões - custo de uma eleição levantado pelo TSE- a cada dois anos. ?Quantas casas populares ou quantos hospitais poderíamos construir com R$ 600 milhões??, perguntou. Pela proposta, a população escolheria do presidente ao vereador em um único pleito e eles seriam mantidos no poder durante seis anos. Os eleitos para cargos executivos (presidente, governador e prefeito) estariam proibidos de tentar a reeleição. ?Só estou lançando uma idéia?, disse Velloso, admitindo que a tese da unificação do calendário eleitoral leva à prorrogação de mandatos, ?o que não é republicana, mas é a única forma que temos?. Ele afirmou considerar a reforma política ?uma necessidade urgentíssima?, mas disse ser contra o financiamento público das campanhas como modelo para conferir lisura aos pleitos. Velloso defende adoção de incentivos fiscais como estímulo às doações de empresas às campanhas. ?Dinheiro [público] vivo, acho que não. Temos outras prioridades?, afirmou o presidente do TSE, voltando aos exemplos de carências de recursos para programas sociais à população. Velloso disse que não saberia avaliar se, antes do fim dos atuais mandatos, ainda há tempo para uma reforma política. Mas disse que suas teses têm recebido manifestações favoráveis de cientistas políticos e de populares.