Política
P-SOL faz ato p�blico contra a corrup��o
PETRÔNIO VIANA Repórter O diretório estadual do Partido do Socialismo e da Liberdade (P-SOL) realizou na tarde de ontem o primeiro ato público da legenda em Alagoas. A manifestação aconteceu em frente à antiga sede do Produban, no Centro da cidade. Além do P-SOL, várias entidades participaram do ato, que teve como justificativas o repúdio aos casos de corrupção em órgãos do governo federal e a compra de parlamentares em troca de apoio político a projetos do governo - o mensalão. Entre as entidades envolvidas na manifestação estão o Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas (Sinpofal), o Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal e Ministério Público (Sindjus), Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal) e Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU). Durante o protesto, os militantes do P-SOL e do PSTU distribuíram panfletos e fizeram discursos sobre as denúncias de corrupção que atingiram o governo nas últimas semanas. O diretório do P-SOL em Alagoas elegeu sua diretoria provisória no último dia 19. Em todo o Brasil, foram recolhidas 623 mil assinaturas para a legalização do partido. Em Alagoas, foram mais de 30 mil assinaturas. O presidente eleito é o ex-superintendente do Instituto de Colonização e Reforma Agrária no Estado, Mário Agra. A senadora Heloísa Helena foi eleita vice-presidente em Alagoas. Na manifestação, Mário Agra falou sobre as evidências de corrupção dentro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e criticou a atitude de entidades, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que segundo ele, teriam ido ?pedir a bênção para Renan e Lula?. Sobre o fato de a manifestação ter reunido apenas um pequeno número de militantes e sindicalistas, Agra lembrou de outras manifestações do passado que começaram da mesma forma e culminaram em grandes mobilizações sociais. Legalização A regularização do P-SOL depende da atuação dos cartórios eleitorais de todo o país. Segundo Mário Agra, a maioria desses cartórios ainda desconhece a legislação eleitoral em vigor e, por esse motivo, eles teriam extrapolado os prazos legais para a legalização do partido. ?Mas eu estive com o presidente do Tribunal Superior Eleitora (TSE), Carlos Velloso, e ele disse que, nesses casos, não vai haver problema nenhum?, contou. A intenção do partido é, até o final do mês de julho, ter dado entrada em todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) do país e, na segunda quinzena de agosto, dar entrada com o processo no TSE. O primeiro encontro nacional do P-SOL aconteceu em junho de 2004, em Brasília. Nessa ocasião, estiveram presentes cerca de 750 delegados ,representando todos os Estados do país. Em janeiro deste ano, foi realizado o segundo encontro de militantes do partido, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Nesse encontro, o número de delegados do partido ultrapassou os dois mil. A reunião serviu para apresentação de sugestões de prazos, teses e temáticas a serem debatidas em todo o Brasil para a construção do programa e do estatuto do partido. Segundo Mário Agra, as diretorias provisórias de todo o país estão discutindo a realização, provavelmente em novembro ou dezembro deste ano, do primeiro congresso nacional do P-SOL. O congresso será a mais importante instância deliberativa do partido onde, com o estatuto já registrado, serão discutidas os projetos de programa de governo e do regimento interno do partido. Durante a realização do congresso serão eleitas as diretorias definitivas do partido, em nível nacional e regional.