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Paulo Corintho acusa Dam�sio de armar cassa��o

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Luiza Barreiros Repórter Seis meses depois de ter sido acusado de ter comprado votos na eleição para vereador, e menos de uma semana depois de ter o diploma cassado pela Justiça Eleitoral, o vereador eleito Paulo Corintho foi empossado no cargo de secretário executivo de Esportes e Lazer do governo do Estado. Ele substituiu no cargo o capitão PM Marlon Araújo, que passou apenas dois meses na pasta. Em seu discurso de posse, Paulo Corintho falou, pela primeira vez, sobre sua cassação e se disse inocente da acusação de ter comprado votos na eleição de outubro do ano passado. Sua fala, no entanto, se restringiu à leitura do discurso. Ele se recusou a responder às perguntas da imprensa sobre compra de votos, falando apenas, ainda rapidamente, que pretende dar ?continuidade? ao trabalho de seu antecessor na Secretaria. ?Alagoas sabe que não sou endinheirado. E sabe, também, quem tem dinheiro, compra mandato e financia campanha milionária?, afirmou no discurso, sem citar nominalmente quem seria a pessoa descrita por ele. Após afirmar que participou de uma eleição regida por ?um sistema eleitoral intrinsecamente corrupto?, ele acusou o suplente ? e hoje vereador ? Damásio Ferreira (PSDC) e uma cabo-eleitoral identificada como ?Rosinha? de ter arregimentado oito pessoas para fazer manifestações em frente ao seu comitê eleitoral e sua residência, para cobrar R$ 30,00 que teriam deixado de ser pagos pelos votos dados ao candidato na eleição. ?Foram oito pessoas e não uma multidão, como foi divulgado. Este número foi aferido na fita que está nos autos e confirmado, em juízo, pela própria repórter que cobriu a matéria, quando afirmou que não tinha mais que dez pessoas nas manifestações?, disse, referindo-se à jornalista Janaína Ribeiro, da TV Pajuçara. A matéria da jornalista serviu como base da denúncia, já que várias pessoas deram entrevistas dizendo ter vendido o voto em troca de R$ 30,00. Como as pessoas não mostraram o rosto, a defesa de Paulo Corintho afirma que os testemunhos não têm valor legal. Câmara Segundo Paulo Corintho, a cassação de seu mandato está ligada à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Segundo ele, vereadores ligados ao grupo articulado pelo deputado João Lyra estiveram em sua residência no dia 12 de dezembro, pedindo seu voto. Ele disse que tinha um compromisso com outro grupo, articulado pelo deputado estadual Celso Luiz, e que não poderia mudar o voto. ?Quatro dias depois da visita, começou a farra do boi patrocinada pelo jornal de propriedade do deputado João Lyra, que estampou manchete dizendo que a corrupção ameaça vereador?, disse. A partir de então, segundo ele, teria sido iniciada uma ?violenta, brutal, e deliberada campanha de linchamento público?. Paulo Corintho desqualificou ainda as provas juntadas pelos autores da ação de cassação e disse que seu direito ao contraditório foi ?violentamente negado? durante a instrução do processo. Segundo ele, a audiência de instrução foi iniciada seis meses após a proibição de sua posse e todas as provas apresentadas pela defesa foram indeferidas pelo juiz. ?Na primeira audiência, pressenti que minha condenação estava decidida?, disse. Ele ainda acusou o suplente Damásio Ferreira de ter pago as testemunhas para dizer que ele comprou votos. ?O mais importante agora é o aprofundamento das investigações em curso pela Polícia Federal?, pediu.

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