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MPF decide se Dacal vai ser processado

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LUIZA BARREIROS Repórter O empresário José Arnon Dacal Nunes, preso e indiciado pela Operação Guabiru sob a acusação de participar do esquema de desvio de recursos da merenda escolar, não aceitou fazer acordo de conciliação para evitar ser processado por crime de desobediência. Ele foi representado à Justiça pelo delegado Andrei Rodrigues Passos, que lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por crime de desobediência, depois que Dacal se recusou a fazer o exame grafotécnico durante o depoimento à Polícia Federal. Como o crime é considerado de menor potencial ofensivo, a lei permite a possibilidade de ser firmado um acordo de conciliação, para evitar o processo. Dacal foi levado à Justiça Federal na tarde da última terça-feira e, perante o juiz da 3ª Vara, Paulo Cordeiro, se recusou a aceitar o acordo proposto pelo Ministério Público Federal. Pelo acordo, Dacal teria que aceitar a acusação feita pela polícia e cumprir uma pena alternativa que incluiria a doação de cestas básicas para entidades carentes. Por não ter sido aceito o acordo, o TCO seguiu para o Ministério Público Federal, a quem caberá propor a ação ou pedir o arquivamento. Além de Arnon Dacal, também foram lavrados TCOs por crime de desobediência contra o advogado dele, Welton Roberto, contra o dono da gráfica Ingrasp, Edmilson Ribeiro Guimarães (indiciado sob acusação de fornecer notas frias para o esquema de desvio de recursos) e o advogado dele, Gedir Medeiros Júnior. Em todos os casos, não houve acordo. Welton Roberto diz estar otimista em relação ao arquivamento da acusação contra ele e seu cliente, já que foi este o posicionamento do procurador da República Marcelo Toledo ao analisar o TCO lavrado contra o advogado Gedir Medeiros.

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