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Procuradora geral quer mediar a pacifica��o de grupos rivais

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A procuradora Geral do Estado, Idelva Pinto, disse ontem que considera ?natural? a existência de divergências entre grupos na Procuradoria Geral do Estado (PGE). ?É natural existirem divergências. São pessoas de alto nível intelectual. O que não pode é prejudicar os trabalhos?, analisou a procuradora. A Gazeta de domingo mostrou a existência de dois grupos rivais na PGE que se confrontaram na semana passada em notas publicadas nos jornais. Os grupos disputam a Associação dos Procuradores de Estado (APE), querem aumento salarial e um grupo quer a renúncia do outro na APE. Parte do grupo de oposição foi ao Palácio na semana passada, tentaram, mas não conseguiu audiência com o governador Ronaldo Lessa (PDT). ?Vamos sentar, conversar, todos em bloco?, disse a procuradora geral, informando que estava programando uma reunião para ontem, que não havia ocorrido até o início da noite. Ela confirmou que o motivo da discórdia é a eleição na APE, em abril de 2006. ?Acredito que deve ser isso?, comentou Idelva. Inquirida se a divergência aconteceria também por causa da inexigibilidade de licitação para alguns contratos do Estado, a procuradora negou. ?Nada a ver. A questão é de classe?. A procuradora geral é considerada de bom trânsito entre os procuradores, inclusive os dois grupos rivais, mas terá o desafio de unificar ou encontrar um ponto em comum de diálogo entre as duas facções. ?Será uma missão para mim. Eu também vou ter que encontrar um ponto de equilíbrio. Vou tentar, pelo menos?, avisou, garantindo: ?Não tenho inimigos?. |OR

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