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Almeida confirma: secret�rios v�o sair

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ODILON RIOS Repórter Novas mudanças de secretariado na prefeitura de Maceió devem acontecer até o final desta semana. As alterações são articuladas em segredo, pelo menos pelo prefeito Cícero Almeida (PTB). ?Por enquanto, não posso adiantar nada?, disse o prefeito ontem à Gazeta, no intervalo entre duas reuniões. ?Devemos definir até o final desta semana?, destacou. Almeida não adiantou nomes ou critérios para as mudanças. Afirmou apenas que o que está sendo feito ?será para o bem da administração?. Pelo menos dois nomes são ventilados nos bastidores como provavelmente fora da equipe: a secretária de Ação Social, Ivone Torres, e o procurador geral do Município, Marcelo Brabo Magalhães. Alterações também na estrutura do município, com a extinção da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), que passaria a integrar a Secretaria de Infra-Estrutura, também são cogitadas, mas ainda não há nada de oficial. Outra secretária que estaria prestes a cair é a de Administração, Regina Helena, parente do chefe do Executivo Municipal. Conselho O prefeito quer reunir o Conselho Político e definir as mudanças no secretariado municipal, apesar de que, segundo apurou a Gazeta, o critério atual na Prefeitura é político-eleitoral. Enquanto o governador Ronaldo Lessa (PDT) prepara a máquina estadual para as eleições de 2006, o deputado João Lyra (PTB) pretende agilizar as alterações na Prefeitura. Lyra e Lessa são rivais políticos. OLHO EM 2006 Almeida e Lyra conversam com freqüência, e bem mais por telefone. O deputado estaria empolgado com os projetos da Prefeitura, mas, de acordo com fontes, é um homem prático - articula as mudanças de olho nas eleições do ano que vem. João Lyra é tido como pré-candidato ao governo estadual. A palavra de ordem dentro do PTB e de seus aliados, seria: ?Se a Prefeitura vai bem, João Lyra vai bem; se vai mal, João Lyra vai mal?. Isso tem influído, inclusive, na continuação da secretária Ivone Torres no cargo. A bancada governista na Câmara Municipal - e também deputados estaduais do grupo com bases eleitorais na capital - tem insistido na saída dela da função. O argumento é de que não estaria existindo um ?canal de diálogo? entre ela e parlamentares aliados. A pressão por obras nos celeiros eleitorais dos políticos é um dos motivos para apressar a queda da atual secretária municipal. Em uma das reuniões do prefeito com a bancada, há dois meses, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Maceió, Almeida pediu ?paciência? aos vereadores e prometeu resolver os problemas de comunicação que estariam surgindo entre os parlamentares e a secretária. ### Brabo prepara saída; Ivone se queixa O procurador-geral do município, Marcelo Brabo Magalhães, deixou claro ontem que está virtualmente demissionário do cargo. ?Nada me prende à procuradoria?, disse ele à Gazeta. ?É apenas uma adequação normal para que o prefeito tenha um substituto?, completou. Quanto a nomes, Magalhães preferiu não opinar. ?Dentro da procuradoria temos nomes?, resumiu. Brabo Magalhães, segundo amigos próximos, vem admitindo que não tem sido compensador, do ponto de vista financeiro e profissional, deixar as atividades em sua banca de advocacia para trabalhar exclusivamente no Município. Ele também não quer desistir da cadeira que ocupa no Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL). ?Se eu saísse hoje, minha missão estaria cumprida?, analisou ontem o procurador geral para a Gazeta. Ivone: ?Não estou feliz? O futuro da secretária Ivone Torres será decidido hoje, em uma reunião dela com o prefeito. Ela estava em Brasília ontem e, por telefone, conversou com a Gazeta sobre sua situação na pasta. ?Não estou feliz na Secretaria de Assistência Social?, revelou. Perguntada sobre o porquê, Ivone Torres afirmou: ?Politicamente, não está se reconhecendo o trabalho na secretaria?, apontando ainda: ?Desde que assumi a Secretaria de Assistência Social, senti que era difícil. São muitos os problemas sociais. Essa não é a secretaria de assistencialismo. Ela é a secretaria de defesa dos direitos do cidadão?, analisou. Sem dar nomes, continuou: ?Não entrei para fazer assistencialismo. Não fui indicada por vereador ou deputado. Sou técnica. Fui com o aval de 2.500 líderes da Pastoral da Criança [antigo cargo de Ivone]?. Ivone Torres falou dos projetos que levava à frente, das 2.500 crianças atendidas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e a retirada de 158 crianças das ruas da capital - números oferecidos pela secretária. A Gazeta perguntou-lhe quem queria a sua cabeça. ?Vocês sabem mais do que eu?, respondeu Ivone Torres. A Gazeta tentou, mas não conseguiu encontrar ontem a secretária de Administração, Regina Helena, e o superintendente da Slum, João Vilela, para comentarem as mudanças. Agentes Ontem, o prefeito teve uma reunião com agentes de saúde e o secretário de Saúde, João Macário. Os agentes cobravam equiparação salarial com os funcionários efetivos da secretaria (R$ 400), equipamento de proteção (protetor solar para andar nas ruas) e tíquete-alimentação. Segundo Almeida, haverá outra reunião para discutir o assunto. De acordo com Macário, estes agentes são de duas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip): a Sergepo e a Santa Fé. São 720 agentes ao todo, só destas entidades. |OR

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