Política
Torres, prefeitos e Erivan ainda na PF
O Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região só deverá se pronunciar a partir da próxima semana sobre os pedidos de revogação da prisão preventiva dos empresários Rafael Torres e Francisco Erivan dos Santos, e dos prefeitos de Marechal Deodoro, Danilo Dâmaso (PMDB), e de São Luiz do Quitunde, Cícero Cavalcante (PMDB). Investigados pela Polícia Federal na Operação Gabiru, os quatro foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) sob acusação de envolvimento no esquema de desvio de recursos públicos de recursos federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento Escolar (FNDE) destinados à compra de merenda escolar pelas prefeituras alagoanas. Além deles, outras 50 pessoas foram denunciadas no mesmo inquérito. Na terça-feira da semana passada, o desembargador federal Marcelo Navarro revogou as prisões de 15 pessoas, mas manteve o decreto contra os dois empresários ? apontados como líderes do esquema ? e contra os dois prefeitos, sob o argumento de que ambos tinham antecedentes de violência. Quando foram presos, os prefeitos tinham armas em casa. Audiência Ontem, os advogados deles deram entrada em pedidos de revogação da prisão no TRF, em Recife (PE). Welton Roberto, que defende Rafael Torres, e José Fragoso, que atua na defesa de Cícero Cavalcante e Francisco Erivan, foram recebidos em audiência pelo desembargador Navarro. Welton Roberto argumentou que seu cliente não é prefeito e não poderia influenciar em nada se for libertado. Fragoso juntou certidões que, segundo ele, comprovariam ser falsas as informações de que Cícero Cavalcante teria antecedentes de violência. Foi aberto prazo para que o MPF dê um parecer, antes que o desembargador se pronuncie. Até ontem, a Justiça não havia notificado os denunciados. LB